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É proibido... proibir

Edição de 09.10.2013 | O Mirante dos Leitores
Tenho conhecimento que há pessoas em diversos pontos do país a recolher assinaturas para tentar proibir as manifestações anti-taurinas nas proximidades dos locais onde se realizam espectáculos tauromáquicos, nomeadamente praças de touros. Explicam os promotores que assim se afastam as possibilidades de ocorrerem conflitos entre os que estão contra e a favor das touradas. Eu estou contra esta iniciativa. Acho que se trata de uma tentativa de limitar a liberdade de expressão num país onde todos os dias ocorrem atentados contra a livre manifestação de ideias.Competirá às autoridades assegurar que as manifestações decorram sem incidentes uma vez que o civismo não abunda e a ideia de violência em Portugal tem mais adeptos que a violência das ideias mas cada caso é um caso. Há já leis que cheguem e sobrem para evitar confrontos. Não é com mais uma lei que os confrontos deixarão de existir. Essa ingenuidade de acreditar que basta mais uma lei para resolver um problema já nos deu legislação de sobra mas não nos resolveu problemas reais. Se tiverem que ocorrer conflitos entre adeptos da tauromaquia e pessoas que querem acabar com aquela actividade eles vão acontecer sempre, por mais leis que sejam aprovadas.Querer fazer uma lei especial para as manifestações anti-taurinas é partir do princípio que a tauromaquia é um caso à parte e não é. Um dia destes temos leis a proibir manifestações à porta da Assembleia da República ou do Palácio de Belém. E leis a proibir manifestações à porta de fábricas que estão para encerrar. Um dia destes as câmaras vão começar a construir “manifestódromos” com apoio de fundos comunitários. Locais onde se podem realizar manifestações. Reduzir o espaço público como local de expressão é reduzir a liberdade. Quanto a mim a única regra que deve ser cumprida é muito simples. A minha liberdade acaba onde começa a liberdade do outro. Se os cidadãos cumprirem esta regra e se as forças da ordem a fizerem cumprir, não são precisas mais leis. Jorge M. Sanfona

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