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Desinteresse e desacreditação da classe política ajudam a explicar abstenção

Autarca de Benavente lamenta pouca participação eleitoral no seu concelho e na região
Edição de 09.10.2013 | Política
O presidente cessante da Câmara Municipal de Benavente, António José Ganhão (CDU), lamenta o aumento da abstenção registado um pouco por toda a região, com particular incidência no seu concelho (onde apenas 40% dos eleitores inscritos participaram).O autarca, agora eleito para a Assembleia Municipal de Benavente, aponta algumas pistas que podem explicar o fenómeno. Uma delas é o eleitor não se identificar com nenhum dos candidatos ou, simplesmente, estar desiludido ou não se interessar por política. Outra das razões, que considera “mais preocupante”, passa pela adesão à mensagem de movimentos que considera “populistas” e que apelam à abstenção como forma de protesto contra a classe política. “Há uma clara desacreditação de tudo e de todos, numa lógica populista, e foi com base em populismos que se criaram sistemas autoritários. Foi com a desacreditação da classe política que chegaram ao poder ditadores como Hitler e Mussolini”, alerta o autarca de Benavente, que durante muitos anos foi também vice-presidente da Associação Nacional de Municípios.Ganhão considera que apesar da elevada abstenção a legitimidade dos eleitos não sai beliscada. “A democracia faz-se com votos. E os que votam são os que legitimam quem tem que os representar. Não há forma de dar a volta a isto”. O que há a fazer, diz, “e é inadiável”, é desencadear campanhas que sensibilizem os cidadãos para a importância que a sua participação eleitoral tem na consolidação do regime democrático.

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