uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante

Repetição das eleições em Alverca e Sobralinho analisada pelo Tribunal Constitucional

Movimento independente interpôs um recurso por causa de confusão com símbolo no boletim de voto
Edição de 09.10.2013 | Política
Os eleitores de Alverca do Ribatejo e Sobralinho podem vir a ser chamados a votar de novo caso o Tribunal Constitucional dê razão a um recurso interposto pelo movimento independente “Comunidades Democráticas”. No qual pede a impugnação dos resultados das eleições autárquicas de 29 de Setembro na freguesia, que deram a vitória a Afonso Costa (PS), exigindo que o acto eleitoral seja repetido.Em causa está o facto de ter sido atribuído ao movimento um símbolo aleatório (I), que foi apresentado nas folhas afixadas à porta das mesas de voto mas que não constava dos boletins de voto. No entender do movimento esta foi uma situação que condicionou a votação e que deu origem a que muitos votantes não identificassem o movimento por causa dos boletins não terem o símbolo. O movimento, liderado pelo independente Mário Sá Pereira, contactou no próprio dia das votações a Comissão Nacional de Eleições (CNE), que disse haver fundadas razões para que uma acção fosse interposta em tribunal com vista à repetição da votação. A juíza de primeira instância do tribunal de Vila Franca de Xira julgou improcedente a reclamação mas o movimento recorreu para o Constitucional, que deverá proferir uma decisão na próxima semana. Mário Sá Pereira, contactado por O MIRANTE, mostrou-se disponível para prestar declarações mas apenas depois do tribunal se pronunciar sobre o assunto. Fonte do movimento garante que o símbolo foi enviado para a Direcção Geral da Administração Interna (DGAI) e que o mesmo teve de ser alvo de aprovação prévia, o que aconteceu várias semanas antes da votação. O movimento foi a quinta força política mais votada na união de freguesias de Alverca e Sobralinho, à frente do CDS-PP, com 381 votos (3,01 por cento do total de eleitores). O socialista Afonso Costa (PS) foi eleito presidente da junta de freguesia com 36,39 por cento dos votos, embora perdendo a maioria absoluta, muito por culpa de Carlos Gonçalves (CDU), que ficou a 631 votos de ganhar a junta. “A grande vencedora destas eleições foi a abstenção. Muitas pessoas não se reconheceram nas campanhas apresentadas, apesar de a nossa ter tido uma grande aceitação mas não foi suficiente para ganhar a junta”, lamenta Carlos Gonçalves a O MIRANTE. O autarca diz que a cidade vai continuar nos próximos quatro anos nas mãos “de quem a esqueceu” e avisa que há “muito trabalho a fazer” para que Alverca seja a cidade de topo do concelho de Vila Franca. “Esperamos que o executivo de Afonso Costa não abandone a freguesia. Há uma responsabilidade acrescida de gestão da freguesia e estaremos atentos e vamos direccionar todos os esforços para melhorar as condições de vida das populações da cidade”, refere Carlos Gonçalves.

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...