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Santarém é o distrito do país com mais mulheres a liderar câmaras

Aos municípios de Abrantes, Alcanena e Rio Maior juntaram-se Constância e Tomar

Cinco dos 21 concelhos têm o sexo feminino na cadeira do poder. Uma representação muito acima da média nacional numa região ainda associada a uma certa tradição marialva.

Edição de 09.10.2013 | Política
O distrito de Santarém foi o que elegeu mais mulheres para presidente de câmara a nível nacional nas autárquicas de 29 de Setembro. Dos 21 concelhos, cinco passam a ser governados por mulheres apesar de a região ainda ser associada a uma certa tradição marialva. Uma representação muito acima da média nacional, já que das 308 câmaras do país apenas 23 têm uma mulher como presidente.Maria do Céu Albuquerque (PS) em Abrantes, Fernanda Asseiceira (PS) em Alcanena e Isaura Morais (PSD/CDS) em Rio Maior repetem a eleição de há quatro anos, juntando-se ao grupo Anabela Freitas (PS) em Tomar e Júlia Amorim (CDU) em Constância. Em sentido contrário, Ana Cristina Ribeiro (BE) cessa agora funções na Câmara de Salvaterra de Magos, não podendo recandidatar-se ao cargo devido à lei de limitação de mandatos. Ainda no Ribatejo, mas já fora do distrito de Santarém, Maria da Luz Rosinha (PS) também sai da Câmara de Vila Franca de Xira pelas mesmas razões.Apesar da boa representação feminina no mais alto degrau do poder autárquico, muitas candidatas a presidente não conseguiram concretizar as suas aspirações, como Idália Serrão (PS) em Santarém, Aurelina Rufino (PSD/CDS) na Chamusca, Susana Aparício (PSD/CDS) em Alcanena, Rosa Nascimento (independente) e Sónia Colaço (CDU) em Almeirim, Liliana Santos Pinto (PSD) em Coruche, Elza Vitório (PSD) em Abrantes, Helena Pinto (BE) em Torres Novas, Isilda Aguincha (PSD) no Entroncamento, Rosa Pina (BE) em Rio Maior ou Ana Paula Inglês (CDS) no Cartaxo.Continua a haver poucas mulheres como presidentes de autarquiasOs restantes municípios com mulheres eleitas para presidente de câmara foram: Alfândega da Fé (Berta Nunes), Góis (Lurdes Castanheira), Mourão (Clara Safarra), Lagos (Joaquina Matos), Portimão (Isilda Gomes), Amadora (Carla Tavares), Odivelas (Susana Amador), Nisa (Idalina Trindade), Vila do Conde (Elisa Ferraz), Alandroal (Mariana Childra), Arraiolos (Sílvia Pinto), Montemor-o-Novo (Hortênsia Menino), Silves (Rosa Palma), Setúbal (Maria das Dores Meira), Arronches (Fermelinda Carvalho), Freixo de Espada à Cinta (Maria do Céu Quintas), Anadia (Teresa Cardoso) e Portalegre (Adelaide Teixeira).No total nacional, a percentagem de mulheres eleitas para liderar executivos municipais é de 7,46%. Estes números mantêm a tendência verificada em actos eleitorais passados. Segundo um estudo da Direcção Geral de Administração Interna sobre as eleições autárquicas de 2009, somente 14% das mulheres ocupavam o lugar de presidente, assim distribuídos: 21,5% nas assembleias de freguesia e 10,2% nas assembleias municipais. Quanto aos executivos municipais e de freguesia, 7,7% e 7,6% eram liderados por mulheres, respectivamente.Para a DGAI, estava em causa uma “reduzida expressão” das mulheres autarcas, pouco mais que um quarto do universo total dos eleitos, apesar de a participação feminina nos órgãos locais registar um “crescimento gradual” nos últimos 30 anos.Durante a última campanha autárquica, a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) acusou “a esmagadora maioria” das forças políticas de tratarem a candidatura de mulheres “como figuras de adorno” nas listas. De acordo com a UMAR, em 1.219 cabeças de lista que se candidataram às autárquicas de domingo, “apenas 156 são mulheres”, ou seja, pouco mais de um décimo (12,79%). “Pelo menos neste critério a quota de paridade não revela uma evolução positiva”, afirma a organização.

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