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Proprietário dá o exemplo de como cuidar das barreiras de Santarém

Proprietário dá o exemplo de como cuidar das barreiras de Santarém

Quem chega à cidade pela EN 118 dificilmente não repara na obra de embelezamento que está ser feita numa encosta junto a uma habitação. Uma visão infelizmente rara, já que as barreiras que marginam o planalto continuam em grande parte votadas ao abandono.

Edição de 09.10.2013 | Sociedade
Quem chega a Santarém pela Estrada Nacional 114 vindo de sul através da ponte D. Luís dificilmente fica indiferente à intervenção paisagística que está a ser feita numa parcela de encosta à entrada da cidade, perto da monumental Fonte das Figueiras. A obra é da responsabilidade de um proprietário privado, que decidiu ordenar a barreira em socalcos onde irão ser plantadas árvores de fruto, flores, árvores rasteiras e até arbustos.Natural de Santarém, há alguns anos que Mário Gastão trocou o seu país pela Bélgica. Há cerca de um ano regressou de vez, com a esposa, à cidade que o viu nascer. Herdeiro de uma casa na Travessa da Calçada das Figueiras, onde reside actualmente, achou que poderia “juntar o útil ao agradável”. Ou seja, aliar o seu gosto por plantas criando um jardim onde antes havia uma barreira cheia de silvas e, consequentemente, ajudar a embelezar a cidade. “O terreno era selvagem e não tinha interesse nenhum. Assim faço aqui um jardim para quando passar na estrada dizer: olha ali o meu jardim!” explica entusiasmado.A obra está em curso há quase um ano, sendo interrompida no período das chuvas. Mário já tem a maioria das escadinhas feitas, o que possibilita a circulação pela encosta, e já plantou exemplares de magnólia, mangueira, abacate, figueira e palmeira. “Mais tarde quero ainda plantar árvores decorativas, arbustos, flores, plantas rasteiras e talvez árvores de fruto. Vamos tentar pôr plantas que dêem nas várias estações do ano para assim podermos estar sempre com flores”, diz. Quando lhe perguntamos de onde surgiu a ideia, Mário afirma que, de início, até gostava dos terrenos selvagens, mas entretanto foi mudando de ideias. “Assim dá para eu andar a passear, subir e descer e plantar umas coisinhas”. Refere que antes da obra era muito difícil e até perigoso circular pelo terreno íngreme. O proprietário, que se apresenta vestido de forma informal e com algum pó das obras, gosta de observar de perto a construção do jardim que idealizou apoiando sempre os trabalhadores e partilhando alguns momentos de descontracção. As escadas feitas em madeira também não surgiram por acaso. O escalabitano diz ter optado por aquele tipo de material pois fica mais rústico, mais ligeiro e mais de acordo com a paisagem. Francisco Fonseca, um dos trabalhadores que tem como missão construir a escadaria em madeira, reconhece que nunca tinha executado uma obra desse género. “Não é muito complicado de fazer, mas requer muita paciência”, confessa.Mário Gastão gosta de ir dando nome ao que vai “construindo”. Os degraus que dão acesso à obra, por exemplo, chamam-se “escadinhas do levante”, pois estão voltadas para o nascer do sol, explica a o MIRANTE. Quanto ao nome para o futuro jardim, ainda está a pensar nele.
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