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Dirigente da Agromais quer que o Estado saia da frente de quem quer gerar riqueza

Dirigente da Agromais quer que o Estado saia da frente de quem quer gerar riqueza

Para Vasconcellos e Souza a internacionalização é o caminho óbvio para sobreviver
Edição de 16.10.2013 | Economia
A intervenção do dirigente da Agromais (Entreposto Comercial Agrícola de Riachos), Luís Vasconcellos e Souza, agitou a Convenção Empresarial da AIP. Falando no painel “Dinamização do Mercado Interno”, a seguir ao almoço, o orador foi cáustico e crítico em relação ao papel do Estado e defendeu que a manter-se a actual situação será melhor pôr o Estado de lado. “ Não sou professor de economia nem político mas acho que tem que haver uma metodologia. A curto prazo temos que conseguir que o Estado nos facilite a vida saindo-nos da frente. Tenho tido uma experiência numa zona de Portugal que não conhecia e fico com os cabelos em pé ao pensar como é possível pagarmos impostos a entidades que nos contrariam porque acham que nós somos o inimigo. Não faz sentido nenhum. Alguém tem que explicar a essa gente que os ordenados deles vêm dos impostos pagos pelas pessoas que geram riqueza”, afirmou.E foi mais longe. “Temos que pôr o Estado de lado antes que ele nos mate. Neste momento já não conseguimos gerar riqueza que dê para o Estado e para nós. Temos que pensar se a riqueza é para o Estado ou para nós. As pessoas já não têm dinheiro para consumir, investir e pagar ao Estado ao mesmo tempo e de uma forma crescente. A pessoa que gera emprego e riqueza não é vista como alguém com valor mas apenas como uma pessoa como as outras mas que mete mais dinheiro ao bolso. Esta visão distorcida só é possível nos países onde o Estado é um grande empregador”, sublinhou.Depois de lembrar que o país perdeu a independência e está tutelado, o orador afirmou que não faz sentido falar de mercado interno sem falar do memorando de entendimento assinado pelos partidos que representam a maioria dos portugueses. “É importante que as pessoas percebam o que se está a passar. Quando se diz que as Scuts estão mais caras que as auto-estradas, temos que perceber que o que se quer, no fim, é que as pessoas andem menos de automóvel, gastem menos gasolina e gasóleo; gastem menos pneus e importem menos automóveis. O que se está a tentar é baixar o consumo privado”, disse.Para o dirigente da Agromais o mercado interno não é solução para a maioria das empresas. “Não podemos jogar num mercado interno de dez milhões de pessoas que neste momento já tem menos trinta por cento de capacidade de compra que tinha há três anos. O mercado interno não vai ter bons dias tão depressa e quem não conseguir dar o passo para o exterior, dificilmente vai aguentar. Temos que sair daqui. Mas atenção, não podemos estar num mercado como Angola, por exemplo, isolados. Temos que fazer parcerias com alguém que nos dê braço e músculo”, explicou.
Dirigente da Agromais quer que o Estado saia da frente de quem quer gerar riqueza

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