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Jovem incendiário cumpre onze anos de prisão por atear vários fogos em Tomar

Jovem incendiário cumpre onze anos de prisão por atear vários fogos em Tomar

Homem de 27 anos foi condenado agora a seis anos de cadeia mas vai ter que cumprir também uma pena anterior, que estava suspensa, de cinco anos, igualmente por fogo posto.

Edição de 16.10.2013 | Sociedade
Um jovem pirónamo poderá passar onze anos atrás das grades pela prática de crimes de fogo posto nos últimos anos. J. Rodrigues, 27 anos, foi condenado na tarde de segunda-feira, 14 de Outubro, a seis anos de prisão efectiva, em cúmulo jurídico, por ter ficado provado que ateou vários focos de incêndio na madrugada de 22 de Novembro de 2012, e vai ter ainda que cumprir mais cinco anos atrás de cadeia, pena que se encontrava suspensa, por ter incendiado em Fevereiro de 2010 cinco autocarros na estação de camionagem de Tomar. O colectivo de juízes não perdoou o facto do jovem - que estava em prisão preventiva há quase um ano - ser reincidente no crime de fogo posto, recordando, inclusive que os últimos fogos foram ateados pouco tempo após ter sido condenado a prisão com pena suspensa pelo incêndio dos autocarros. Para o tribunal ficou provado que na madrugada de 22 de Novembro de 2012, no espaço de uma hora e meia, J. Rodrigues ateou vários fogos ao longo da EN 110, vulgo Estrada de Coimbra. O colectivo de juízes deu como provados os crimes de incêndio num carro Mitsubishi, em Calçadas, bem como num Mercedes que estava num stand de usados na mesma zona. Também foi condenado por ter ateado fogo a restolho e a um canavial junto à estrada na Quinta das Gorduchas. Foi, no entanto, absolvido dos crimes de incêndio noutra viatura destruída, pertencente ao mesmo stand, bem como do incêndio no quadro eléctrico de um prédio na praceta Raul Lopes em Tomar, local onde foi detido quase em flagrante pela PSP. Os donos das viaturas danificadas não apresentaram queixa pelo que não houve lugar a indemnizações. O jovem, residente na aldeia de Torre, Casais, onde morava com a família adoptiva, confessou todos os factos e disse estar arrependido. Justificou o que fez pelo facto de se encontrar muito embriagado mas os juízes consideram que a prisão será a pena mais acertada, entendendo que o mesmo é movido apenas pelo fascínio com a destruição que deriva dos seus actos. Os juízes criticaram ainda o Ministério Público pelo facto de, na acusação, terem colocado todos os incêndios - do restolho aos automóveis - no mesmo patamar de gravidade.
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