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Vila Franca Centro fecha mesmo no fim do mês

Lojistas, banco e McDonalds já estão a preparar o encerramento dos espaços
Edição de 16.10.2013 | Sociedade
Está decidido. O centro comercial Vila Franca Centro encerra ao público no dia 31 de Outubro. A decisão que já era falada foi tomada em assembleia de condóminos realizada a 10 de Outubro. Os lojistas contactados por O MIRANTE confirmam a situação e em várias lojas já há avisos a indicar a mudança de instalações para outro local. Uma papelaria e uma loja de telemóveis anunciam novos espaços na Avenida 25 de Abril e uma loja de calçado passa para a rua Alves Redol. Há ainda quem não saiba o que fazer e diz esperar ajuda para encontrarem alternativas na cidade.Fala-se na possibilidade de o Banco Santander Totta tentar ainda impugnar a decisão de encerramento pelo facto de não ter sido notificado com 30 dias de antecedência do fecho do centro comercial, de modo a poder informar atempadamente os clientes do banco e o Banco de Portugal. Mas fonte do banco admite que estão a ser tomadas “todas as medidas necessárias para a deslocalização do balcão”. O restaurante McDonalds já comunicou aos seus colaboradores o encerramento do espaço. Jorge Ferraz, director de Operações e Desenvolvimento da McDonald’s Portugal, reconhece, “tal como a maioria dos lojistas, a inviabilidade deste espaço comercial”.Tanto o McDonald’s, que está no centro comercial há 19 anos, como o Santander Totta, garantem que não vão despedir funcionários. O McDonald’s diz que vai colocar os 20 trabalhadores noutros restaurantes e o banco assegura que os funcionários transitam para outras dependências. Recorde-se que o Santander Totta tem outro balcão na cidade, na Rua Alves Redol.Com uma loja de artigos e serviços informáticos junto à entrada principal do Vila Franca Centro, Álvaro Costa admite que já começou a ver espaços alternativos. Começou por ter a loja no primeiro piso do centro comercial há cerca de 12 anos mas, com o definhamento do centro e o encerramento de lojas naquele piso, mudou-se para o rés-do-chão há ano e meio. “Apesar de ser arrendatário fiz aqui um investimento razoável na loja, na melhoria de condições, e agora vou ter de sair”, lamenta Álvaro Costa.O centro comercial, construído pela Obriverca e gerido pela Circuitos, que faz parte do grupo da construtora, vem registando problemas há muito. Neste momento não tem as mínimas condições de funcionamento. Conforme O MIRANTE já noticiou, no início do mês de Julho a luz esteve para ser cortada. A empresa Otis, que faz a manutenção do único elevador que ainda funciona, reclama “largas centenas de euros” em tribunal. Os telefones estão cortados por falta de pagamento e a administração do centro também não tem conseguido honrar os compromissos de limpeza, a manutenção dos equipamentos de segurança e a factura da água.As escadas rolantes estão paradas e por limpar. O centro comercial abriu em 1994 com 155 espaços disponíveis para lojas, estacionamento e cinemas. Actualmente só estão ocupados duas dezenas de espaços. A Câmara de Vila Franca voltou a mostrar interesse em adquirir o centro comercial para instalar os serviços municipais espalhados por vários edifícios da cidade, depois de terem falhado as primeiras negociações.

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