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Vizinhança queixa-se do barulho nocturno de bar no centro de Santarém

Vizinhança queixa-se do barulho nocturno de bar no centro de Santarém

Polícia já foi chamada diversas vezes ao local devido às reclamações

Proprietário de estabelecimento na Rua Vasco da Gama lamenta que ninguém tenha falado com ele antes de os moradores avançarem com um abaixo-assinado onde reclamam a redução da hora de encerramento.

Edição de 16.10.2013 | Sociedade
Alguns moradores da Rua Vasco da Gama, em Santarém, queixam-se que acabou o sossego nocturno desde que um restaurante-bar situado nessa artéria passou a estar aberto até mais tarde. Num abaixo-assinado enviado ao presidente da Câmara de Santarém, alguns residentes alegam que o barulho causado por “conversas, gritos, cânticos mais ou menos civilizados e acelerações de motores de automóveis” ocorre com regularidade no período entre as 23h00 e as quatro da madrugada e pedem que o espaço passe a encerrar à meia-noite. O proprietário do estabelecimento, Luís Caiano, lamenta que alguns vizinhos tenham partido para o abaixo-assinado sem antes terem tentado a via do diálogo, acrescentando que não conhece quais os fundamentos expostos no documento enviado por eles à Câmara de Santarém. “Tenho uma porta aberta todos os dias e ninguém falou comigo. Estamos a fazer tudo legalmente e não estamos aqui para chatear alguém, só queremos trabalhar”, afirma. O empresário acrescenta ao nosso jornal que já enviou uma carta à autarquia a solicitar uma reunião com todas as partes envolvidas, para se tentar chegar a uma solução a contento de todos. Os reclamantes alegam que dado tratar-se de uma zona residencial inserida num bairro antigo a Câmara de Santarém devia restringir o horário de funcionamento do bar Charruas e mandar efectuar medições de ruído que aferissem as condições acústicas do imóvel. “Parece desproporcional e despropositado que numa zona habitacional seja permitido o funcionamento de um restaurante-bar que, efectivamente, perturba o descanso e o repouso da vizinhança até às 04h00, sendo essa a hora em que se regista o pico do ruído verificado”, reforçam no texto que suporta o abaixo-assinado subscrito por 56 pessoas.Miguel de Sousa, um dos moradores queixosos, diz que a situação arrasta-se desde o final do ano passado e que se vem agravando progressivamente, embora no período eleitoral tenha havido um “período de tréguas” que entretanto “já terminou”. Os subscritores do abaixo-assinado queixam-se ainda do lixo que é deixado na rua em frente ao estabelecimento, nomeadamente garrafas, embalagens de tabaco vazias, pontas de cigarro e copos de plástico.Câmara manda fazer medição de ruídoO presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), disse ao nosso jornal que a fiscalização municipal já visitou o espaço, não encontrando irregularidades ao nível do licenciamento. Já foi também pedida à Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo uma avaliação acústica ao bar em período de funcionamento para verificar se cumpre os parâmetros legais.Quanto a uma eventual alteração da hora de encerramento, o autarca diz que só depois de receber os resultados do estudo acústico essa questão será analisada em concreto, devendo ser consultadas sobre assunto outras entidades, nomeadamente a junta de freguesia e a PSP.
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