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Alberto Mesquita não dá pelouros à oposição e promete gerir Vila Franca em clima de consenso

Alberto Mesquita não dá pelouros à oposição e promete gerir Vila Franca em clima de consenso

Novos órgãos autárquicos do concelho foram instalados na noite de terça-feira
Edição de 23.10.2013 | Política
O novo presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), decidiu não atribuir pelouros à oposição e vai gerir os próximos quatro anos com maioria relativa de cinco vereadores contra seis da oposição.A informação foi confirmada a O MIRANTE à margem da tomada de posse dos novos eleitos do concelho, realizada na noite de terça-feira, 22 de Outubro. Mesquita diz-se pessoa de diálogo e garante que há “convergências” entre alguns pontos do programa socialista e os programas das outras duas forças políticas representadas no executivo - CDU e Coligação Novo Rumo (PSD/PPT/PPM). O sucessor de Maria da Luz Rosinha admite que a opção vai obrigar a um “trabalho bastante grande” de diálogo com a oposição mas que isso acabará por beneficiar a população do concelho, permitindo a troca de ideias. Alguns dossiês mais complicados que têm dividido as três forças políticas nos últimos anos, como os orçamentos anuais, a compra das instalações do Vila Franca Centro ou a requalificação da rua Alves Redol, em Vila Franca, vão gerar negociações mais duras.“Reconheço que algumas matérias não vão ser fáceis, mas só as conseguiremos ultrapassar se estivermos motivados e interessados em encontrar soluções. Algumas questões têm de ficar decididas e encerradas neste mandato, não há volta a dar”, alerta.Do lado da oposição há abertura para a discussão das matérias mas pairam avisos que nem tudo será aprovado de forma simples. João de Carvalho (Novo Rumo) prometeu fazer oposição construtiva e confessou “sentir-se muito bem” no papel de vereador sem pelouros. “Estamos completamente libertos para discutir todas as matérias”, refere. Nuno Libório, da CDU, diz que o partido vai manter uma postura colaborante mas avisou que em algumas matérias as divergências são demasiado grandes. “Estamos disponíveis para dialogar. Não queremos bloquear o funcionamento da autarquia, mas isso não significa passar cheques em branco”, avisa o autarca. O novo executivo da Câmara de Vila Franca é composto por Paulo Rodrigues, Aurélio Marques, Ana Lídia Cardoso e Nuno Libório (CDU); João de Carvalho e Rui Rei (coligação Novo Rumo); e Alberto Mesquita, Fernando Paulo Ferreira, Marina Tiago, António Félix e José Oliveira (PS).A tomada de posse dos novos eleitos da câmara e assembleia municipal decorreu no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca, perante mais de uma centena de pessoas. Durante a eleição da mesa da assembleia municipal foram apresentadas duas listas, da CDU e do PS, tendo vencido a lista socialista por 21 votos contra 18. João Quítalo mantém-se como presidente e terá Ana Pires como primeira secretária e Isabel Santos como segunda secretária. Os comunistas, que são a força maioritária naquele órgão, lamentaram que os socialistas tenham feito um acordo com a coligação Novo Rumo para dar a presidência a João Quítalo ao invés de o terem feito com a CDU. Bernardino Lima, da bancada comunista, confessou a O MIRANTE que se tratou de uma “jogada desonesta” que foi, no seu entender, “completamente lamentável”.
Alberto Mesquita não dá pelouros à oposição e promete gerir Vila Franca em clima de consenso

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