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Auditoria da Inspecção Geral de Finanças à Câmara da Chamusca aponta para gestão desequilibrada

Relatório preliminar aponta algumas irregularidades mas também regista o acentuado decréscimo da dívida da autarquia
Edição de 23.10.2013 | Política
A última reunião do mandato 2009-2013 da Câmara da Chamusca ficou marcado pela apresentação e discussão de um relatório da auditoria feita pela Inspecção Geral de Finanças (IGF) à Câmara da Chamusca. O presidente cessante, Sérgio Carrinho (CDU), garantiu que, apesar de sair do executivo, manter-se-á disponível para assumir a responsabilidade sobre qualquer situação que seja considerada ilegal.O projecto de relatório resultante da auditoria efectuada pela IGF aponta sobretudo para uma gestão desequilibrada da autarquia. Não consubstancia casos de extrema gravidade, mas para a necessidade de correcção de alguns procedimentos. O empolamento dos orçamentos para níveis muito acima do que seria expectável e o uso de algumas verbas para pagamentos diferentes daqueles para que estavam previstas são apontados como irregularidades.A auditoria mostra também que apesar dos desequilíbrios evidenciados registou-se igualmente uma forte descida da dívida da autarquia, que passou de cerca de 14 milhões de euros em Dezembro de 2009 para seis milhões e 500 mil euros em Setembro de 2013. No contraditório enviado à Inspecção Geral de Finanças, o presidente cessante Sérgio Carrinho e os seus pares reconhecem em termos gerais que estão de acordo com as conclusões do relatório e garantem a disposição em aproximar-se gradualmente das regras estabelecidas.Da parte da oposição não se registaram grandes críticas ao executivo em relação ao relatório. O novo presidente, Paulo Queimado (PS), limitou-se a dizer que aquilo não era surpresa nenhuma. “Ao longo dos anos viemos alertando para o empolamento sistemático dos orçamentos e para a forma como era feita a gestão”, disse.

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