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Oposição acredita que política de gestão será a mesma na Câmara de Torres Novas

Oposição acredita que política de gestão será a mesma na Câmara de Torres Novas

Pedro Ferreira tomou posse como presidente do município depois de 20 anos na vice-presidência
Edição de 23.10.2013 | Política
O auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, foi pequeno para acolher tanta gente que quis assistir à tomada de posse do novo presidente do município. Depois de mais de duas décadas na presidência da câmara torrejana, António Rodrigues (PS) foi “obrigado”, pela lei de limitação de mandatos, a não se recandidatar. O que deixou a porta aberta para a candidatura do seu vice-presidente, Pedro Ferreira, que manteve assim a autarquia nas mãos dos socialistas.Durante o discurso de tomada de posse, que se realizou na manhã de sábado, 19 de Outubro, Pedro Ferreira fez um balanço da gestão socialista nos últimos 20 anos e referiu que a dívida do município foi gerada “sobretudo pelas muitas obras financiadas por fundos comunitários”. Garantiu, no entanto, que o executivo municipal se sente “mais do que nunca preparado para regularizar a dívida gradualmente, respeitando as normas do PAEL [Plano de Apoio à Economia Local] e do Plano de Saneamento Financeiro, sem comprometer a gestão corrente da autarquia e responder às carências do concelho”, sublinhou.Pedro Ferreira dirigiu-se aos vereadores da oposição dizendo estar disponível para esclarecer todos os assuntos relacionados com a autarquia, registar propostas, novas ideias e partilhar anseios, preocupações e alegrias com a oposição. Contactado por O MIRANTE depois da cerimónia da tomada de posse, o vereador da CDU, Carlos Tomé, referiu que há que esperar para ver. “O discurso foi inócuo e parece-me que a perspectiva política não é diferente da que era seguida pelo seu antecessor. António Rodrigues também dizia sempre neste tipo de discursos que estava disponível para aceitar propostas e esclarecer as dúvidas dos vereadores da oposição mas depois, na prática, não acontecia nada disso”, referiu. Tomé defende ainda que, devido às dificuldades financeiras que vão existir, a câmara deve pelo menos apostar na manutenção dos equipamentos existentes. O vereador comunista deu o exemplo do pavilhão municipal e de vários pavilhões desportivos espalhados pelo concelho que, na sua opinião, “não são bem aproveitados”, disse. Também o novo vereador do PSD, Henrique Reis, (anterior presidente da Junta de Freguesia da Chancelaria) acredita que vai continuar tudo como estava. Admite que mude a postura, uma vez que Pedro Ferreira é mais simpático e mais sociável que António Rodrigues, mas de resto “não vai mudar nada”. “Não se muda a política mudando de candidato”, justifica Henrique Reis.Para os próximos quatro anos, Henrique Reis defende que o executivo municipal deve apostar no saneamento financeiro. “Tem que definir prioridades e analisar as parcerias que tem nomeadamente com a Águas do Ribatejo e a Turrispaços”. “É fundamental poupar dinheiro para equilibrar as contas do município para evitarmos a ruína financeira no futuro”, alertou o novo vereador.António Rodrigues é o novo presidente da assembleia municipal, tendo José Trincão Marques e Sónia Sousa como primeiro e segundo secretários respectivamente. A cerimónia foi abrilhantada com as actuações do Coral Phydellius, da Banda Operária Torrejana e dos Trabucas.
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