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Quem comprou lojas no Vila Franca Centro só vai recuperar investimento quando edifício for vendido

Lojistas vão ter acesso aos espaços que adquiriram quando o centro comercial fechar
Edição de 23.10.2013 | Sociedade
Os comerciantes que compraram lojas no Vila Franca Centro vão continuar a ter acesso aos estabelecimentos após o fecho do centro comercial no final deste mês. Os proprietários das lojas não vão ser ressarcidos já do investimento que fizeram, alguns na ordem dos 150 mil euros, e só poderão recuperar o dinheiro que deram se o edifício for vendido. Pelo menos é o que para já está acordado. Segundo a administração do condomínio do centro comercial, não está de momento prevista qualquer indemnização aos lojistas que compraram os espaços apesar da venda ao público estar interdita. A administração remete no entanto para mais tarde mais alguns esclarecimentos sobre a situação. Alguns proprietários de lojas abordados por O MIRANTE não se mostram também interessados em falar do assunto neste momento.Entre os lojistas fala-se da necessidade de encerramento do centro para ser mais fácil vender o edifício na sua totalidade, dando aos proprietários das lojas uma menor margem de manobra na negociação. A administração do condomínio não quer para já comentar o assunto. Recorde-se que a presidente da câmara cessante, Maria da Luz Rosinha, tinha revelado antes das eleições que o município estava novamente interessado em ficar com a superfície comercial para instalar os vários serviços espalhados pela cidade. As primeiras negociações entre a câmara e o grupo Obriverca, que construiu o centro, previam que a câmara pagasse uma renda de 700 mil euros para utilizar grande parte do edifício mas a Obriverca tinha de fazer obras de adaptação. A empresa alegou falta de condições financeiras para fazer os trabalhos. Falhado o negócio, a então presidente anunciava em Maio que os serviços municipais poderiam ir para um prédio inacabado na Bella Guarda. A meio de Setembro já conhecidas as intenções de fechar o espaço, Maria da Luz Rosinha admitiu que era possível adquirir o centro quando este deixasse de ter qualquer actividade. A empresa do grupo Obriverca que gere o edifício entregou uma nova proposta na câmara, sobre a qual ainda não há decisão. A ideia é que a câmara possa comprar o espaço comercial e dê em troca o edifício onde hoje funcionam os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento.

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