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Ricardo Chibanga diz que se sente preenchido a levar as touradas pelo país fora com a sua praça desmontável

Ricardo Chibanga diz que se sente preenchido a levar as touradas pelo país fora com a sua praça desmontável

Antigo matador de toiros foi homenageado em Azambuja e diz que apesar de estar em forma já não se mete à frente dum toiro
Edição de 30.10.2013 | Cultura e Lazer
Ricardo Chibanga, o matador que lidava os toiros de joelhos, continua a ser uma referência para aficionados e toureiros e foi homenageado em Azambuja durante um festival de bandarilheiros organizado pela Escola de Toureio Joaquim Gonçalves. Já não toureia mas diz que se sente em grande forma e confessa em conversa com O MIRANTE que todos os dias caminha cerca de oito a dez quilómetros na Golegã, a terra onde vive. Na Praça Ortigão Costa, em Azambuja, o matador entrou com a humildade com que entrava na monumental de Sevilha, fazendo o público aplaudi-lo de pé.O então jovem que veio de Moçambique com o sonho de ser toureiro, já não se atreve a meter-se à frente de um touro, apesar de dizer que está em boa forma física. Agora concentra-se apenas no seu negócio de aluguer da praça desmontável que possui, com capacidade para três mil pessoas. E assim levar a festa brava a vários pontos do país. Ricardo Chibanga atesta com um olhar sereno que a sua vida está completa e que não ambiciona progredir mais como empresário. Aos 70 anos, Chibanga, agradece a Deus ainda estar vivo, apontando para as mazelas físicas mais visíveis: A cegueira do olho esquerdo e as marcas de duas cornadas no pescoço. O toureiro diz que as corridas de touros estão diferentes e que há menos gente nos espectáculos por causa da crise. Mas não compreende as criticas que são feitas aos jovens por não terem os mesmos valores taurinos de antigamente. “Eles têm que ser ajudados e têm que lhes dar tempo e espaço para aprenderem”, comenta. Por ter visto muitos toureiros em acção, o antigo matador não consegue eleger o melhor e evidencia a amizade que se constrói “com quem tem a coragem de ser pôr à frente de um touro”. “É uma profissão dura e difícil e todos nós sentimos um grande respeito uns pelos outros”, refere enquanto se levanta do lugar na bancada para cumprimentar algumas pessoas que lhe estendem a mão. O toureiro agradece e diz que não estava à espera de ser homenageado.Sobre o crescente aparecimento dos movimentos anti-taurinos explica que tem que haver respeito por ambas as partes e que não se pode apontar o dedo ao aficcionado tauromáquico. Chibanga é pragmático. “Quem gosta, gosta, quem não gosta, não gosta. Mas não têm que se meter uns com os outros”, resume. Na homenagem Chibanga foi à arena da praça de Azambuja e deu uma volta agradecendo ao público. Recebeu das mãos do presidente da Câmara da Golegã, Rui Medinas, do vice-presidente da Câmara da Azambuja, Silvino Lúcio, e de representantes da Poisada do Campino, dos Forcados Amadores da Azambuja e da Escola de Toureio várias placas que assinalaram a ocasião.Com as atenções centradas no primeiro toureiro internacional africano, actuaram na homenagem os cavaleiros Josué Salvador e João Ganhão e os espadas Pedro Gonçalves, Fábio Machado, Paulo Sério, Cláudio Miguel e Joaquim Filipe Oliveira. Foram lidados sete novilhos e o evento assinalou também o 46º aniversário dos Forcados Amadores da Azambuja. Os bilhetes foram vendidos com o preço único de cinco euros e todas as receitas reverteram para os Bombeiros de Azambuja.
Ricardo Chibanga diz que se sente preenchido a levar as touradas pelo país fora com a sua praça desmontável

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