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Câmara de Santarém declara guerra aos pombos

Câmara de Santarém declara guerra aos pombos

A zona antiga da cidade está infestada e a autarquia, que perdeu algumas batalhas na tentativa de controlar a população de pombos, quer ganhar a guerra. Nem que para isso tenha de recorrer à captura e abate de aves para proteger edifícios e salvaguardar a saúde pública.

Edição de 30.10.2013 | Sociedade
A Câmara Municipal de Santarém vai declarar guerra aos pombos que infestam sobretudo a zona antiga da cidade, preparando-se para contratar uma empresa que, entre outras medidas, vai controlar a população de aves através da captura e abate. “Estamos a tratar do procedimento para controlar esta praga, porque a população de pombos tem crescido de forma exponencial”, justifica o presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves (PSD), recordando que o município já tentou outras soluções sem êxito, como a distribuição de milho anticoncepcional e a colocação de obstáculos dissuasores para proteger monumentos e imóveis públicos, como o dos paços do concelho.A proliferação da espécie deve-se ao seu elevado nível de reprodução, à forte adaptação ao meio e à ausência de predadores naturais em meio urbano, provocando danos em edifícios e potenciando riscos como a propagação de doenças transmissíveis à espécie humana e a espécies de animais domésticos. Há ainda o risco da conspurcação de águas e alimentos, por via dos dejectos.Perante o actual cenário, e após ter solicitado informações aos serviços de limpeza urbana e de veterinária, o executivo decidiu combater essa praga em três frentes, seguindo as recomendações da Direcção Geral de Veterinária. A acção de controlo de pombos a ser posta em prática utiliza meios de gestão ambiental já testados e postos em prática noutras cidades da Europa, diz fonte do gabinete de Ricardo Gonçalves.As medidas previstas passam por impedir o acesso das aves aos locais de frequência habitual, que após selecção serão limpos e protegidos com diversos materiais, evitando a sua reutilização. Terão prioridade nessa operação os monumentos, estátuas, igrejas e outros edifícios de interesse relevante, nos quais serão instalados os meios passivos e dissuasores, e será feita a sua manutenção visando manter a sua eficácia.Relativamente ao controlo da população de aves, prevê-se a instalação de seis caixas armadilha, com engodo, para atrair os pombos, que serão depois removidos e abatidos em câmara de gás CO2, seguindo posteriormente para incineração.“O período inicial desta acção durará seis meses, estando a cargo de uma empresa especializada no controle de pragas a contratar para o efeito”, diz Ricardo Gonçalves. Por implicar um compromisso financeiro plurianual por parte da autarquia, a proposta terá ainda de passar pela assembleia municipal antes de ser celebrado o contrato com a empresa a quem for adjudicado o serviço.Queixas não são de agoraA preocupação referente à praga de pombos na zona antiga de Santarém não é de agora. Em Setembro de 2008 dezenas de comerciantes do centro histórico de Santarém subscreveram um abaixo-assinado onde reclamavam o controlo da população de pombos. Referiam que o elevado número de aves afectava a limpeza e salubridade daquela zona nobre, entupindo algerozes, degradando edifícios e monumentos e causando uma evidente má imagem perante quem visita a cidade. Um quadro que permanece actual.Praga atinge vários pontos da regiãoA praga de pombos não é exclusiva de Santarém. Abrantes, Tomar, Salvaterra de Magos e Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira, Alverca e Samora Correia são algumas das localidades que se confrontam ou confrontaram num passado recente com esse problema, conforme O MIRANTE noticiou na altura.
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