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Filha de doente nas urgências de Santarém teve que comprar medicamento que hospital não tinha

Filha de doente nas urgências de Santarém teve que comprar medicamento que hospital não tinha

Isabel Mendes de Alpiarça considera inadmissível ter que se deslocar ao hospital para ir aviar a receita
Edição de 30.10.2013 | Sociedade
Isabel Mendes, residente em Alpiarça, tinha acabado de chegar a casa depois de visitar o pai no Serviço de Observação (SO) nas urgências, quando recebe o telefonema do Hospital Distrital de Santarém a pedir para ir comprar um medicamento. A filha do doente residente em Vale de Cavalos (Chamusca), Jaime Cordeiro, ainda pensou o pior quando lhe disseram que estavam a falar do hospital. Depois do episódio que considera caricato, Isabel diz que vai fazer uma reclamação e que é inadmissível a unidade de saúde não ter o medicamento ou tratar de o comprar. A administração do hospital justifica que o produto em causa é de rara utilização e que não é um medicamente urgente.O episódio ocorreu no sábado, 26 de Outubro. Isabel foi ver o pai, de 77 anos, que tinha dado entrada no hospital com dificuldades respiratórias. E reparou que este estava com uma alergia na pele e que se coçava muito. Ainda perguntou se não tinham alguma coisa para acalmar a comichão mas, sustenta, responderam que não havia dermatologista de serviço. Isto foi às 15h00. Uma hora depois ligam-lhe a pedir para se dirigir ao hospital para levantar uma receita para o pai. Isabel deslocou-se ao hospital, levantou a receita, foi à farmácia na mesma avenida onde se situa o hospital, a cerca de um quilómetro, e adquiriu um frasco de Acarilbial, uma solução cutânea. Pagou 5,45 euros e regressou ao hospital para entregar o medicamento. Perguntou quem é que pagava a despesa e responderam-lhe que tinha de ser o utente. Situação que a deixou revoltada. “Esta situação é inadmissível e não tem cabimento. Não se admite que um hospital público da dimensão do de Santarém não tenha os medicamentos necessários”, desabafa. O administrador do hospital justifica que se “trata de um medicamento que não costuma haver no hospital”. José Josué salienta que “não costuma existir em stock porque não é de utilização urgente” e que “é muito raro” ser necessário, “passando-se anos sem que seja preciso”. O administrador salienta ainda que este tipo de medicamento pode ser administrado em casa e não é de venda obrigatória com receita, pelo que o normal era se o doente tivesse tido alta na altura ser-lhe receitado para usar em casa. Isabel é que não se conforma. “É para isto que pagamos impostos?”, questiona. E pergunta como é que seria se não tivesse transporte próprio para se deslocar ao hospital. “Estamos a regredir em termos de assistência na saúde”, comenta, acrescentando que “o pessoal médico, de enfermagem e funcionários de serviço até foram humanos porque se preocuparam com o meu pai”.
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