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Há escolas onde os alunos têm que requisitar papel higiénico e sabão para se evitar desperdícios

Há escolas onde os alunos têm que requisitar papel higiénico e sabão para se evitar desperdícios

Algumas escolas da região são obrigadas a esconder o papel higiénico e o sabão das casas de banho para evitar desperdícios por parte dos alunos. As que não o fazem obrigam as funcionárias a manter uma vigilância constante para evitar actos de vandalismo que custam todos os anos, aos cofres dos agrupamentos, milhares de euros.

Edição de 30.10.2013 | Sociedade
Algumas escolas da região estão a reter o papel higiénico e o sabão líquido para evitarem os desperdícios por parte dos alunos. Quem quiser ir à casa de banho em alguns estabelecimentos de ensino tem que levantar o papel e o líquido para lavar as mãos junto das auxiliares ou na secretaria. Os funcionários também têm ordem para vigiarem os sanitários. Vários agrupamentos de escolas da região, contactados por O MIRANTE, admitem prejuízos avultados todos os anos, na casa dos milhares de euros, devido ao vandalismo e desperdício causado pelos alunos.A escola João Fernandes Pratas, de Samora Correia, é um exemplo do que pode acontecer quando o papel higiénico é deixado nas casas de banho do estabelecimento frequentado por 800 alunos. O director do agrupamento, Carlos Amaro, leva o jornalista aos sanitários femininos, onde há papel higiénico espalhado pelo chão. “Se pusermos rolos de papel higiénico às 9h00, duas horas depois está tudo estragado. Eles enfiam os rolos dentro das sanitas e estragam o sabão. Não podemos estar sujeitos a isso”, explica. Como medida extrema o agrupamento passou a disponibilizar os artigos mediante pedido aos funcionários ou na papelaria da escola, apesar de se formarem filas. A situação tem gerado queixas dos pais mas o responsável da escola diz que é a única maneira de conseguir que os alunos não estraguem o que custa dinheiro. A falta de fechos nas portas das sanitas é também motivo de queixa dos pais. “Eu teria todo o gosto em ter todas as condições para os alunos, mas não nos podemos sujeitar a esbanjar e estragar o pouco que se pode ter. Não conseguimos educar os alunos quando não conseguimos educar as famílias. A falta de formação cívica de muitos alunos tem a ver com aquilo que vem de casa”, lamenta.Em Santarém, no Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira, há papel e sabão nas casas de banho mas apenas quando os alunos se portam bem. “Quando estragam ou vandalizam alguma coisa o material é retirado e durante umas semanas são obrigados a pedir às funcionárias. É uma questão de educação que tem de partir de casa e pelo respeito pelas regras”, explica Adélia Esteves, directora do agrupamento. “É uma questão que tem de ser muito bem gerida porque os alunos estragam muito”, lamenta a responsável, que garante que os prejuízos são “grandes” todos os anos. Medidas extremas não são aplicadas em Vila FrancaNo concelho de Vila Franca de Xira as medidas extremas ainda não chegaram à Secundária Alves Redol mas os funcionários têm indicações para visitar as casas de banho regularmente e manter vigilância. Em Vialonga, na escola EB 2/3 onde anda mais de um milhar de alunos, “há sempre papel, sabão e secadores de mãos a funcionar”, segundo o director, Nuno Santos. “Aqui não temos sentido problemas porque os alunos já perceberam que têm de usar o papel com racionalidade”, explica Nuno Santos, frisando que o truque passa por sensibilizar os jovens “constantemente” para a necessidade de poupar.
Há escolas onde os alunos têm que requisitar papel higiénico e sabão para se evitar desperdícios

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