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Mulher e quatro filhos vivem numa casa sem água nem luz e estão em risco de ficar na rua

Mulher e quatro filhos vivem numa casa sem água nem luz e estão em risco de ficar na rua

Suéli Lopes, viúva há dois meses, sofre de doença infecciosa e já pediu ajuda à Câmara de Benavente
Edição de 30.10.2013 | Sociedade
Suéli Lopes e os quatro filhos menores estão em risco de ficar na rua por dificuldades económicas que se agravaram depois da morte do marido e pai das crianças num acidente há dois meses. Ela tem uma doença contagiosa e por causa disso não consegue arranjar trabalho. A renda da casa onde habitam no Porto Alto não tem sido paga e a família está em vias de ser despejada. O presidente da Câmara de Benavente, Carlos Coutinho (CDU), já foi informado da situação, diz que está preocupado pelo facto de estarem envolvidas quatro crianças e que os serviços sociais da autarquia estão a analisar o caso no sentido de se encontrar uma solução.A mãe e os filhos, com idades entre os dois e os 11 anos, habitam na casa sem electricidade nem água canalizada por falta de pagamento. Para cozinhar, para os banhos e para beber, Suéli vai buscar todos os dias garrafões de água à escola que fica próxima da habitação. Tem um rendimento social de inserção de 227 euros o que não chega para pagar a renda de 290. “Só temos conseguido viver graças à ajuda das vizinhas”, desabafa Suéli Lopes, que sofre de hepatite. As crianças têm comido alimentos que são fornecidos pelo Lar Padre Tobias. “Já não temos condições para viver. As minhas filhas mais velhas são asmáticas e o quarto onde dormem está cheio de humidade. Por mês tenho que gastar tudo o que me resta em medicamentos” desespera Suéli. Ainda com o marido vivo, a casa foi assaltada e partiram-lhe duas janelas que continuam por arranjar. A mulher de etnia cigana que sempre viveu no Porto Alto sente-se desesperada e espera que a câmara a ajude. O presidente da câmara garante que está sensibilizado com a situação por causa dos menores e garante que a postura da câmara perante casos sociais é igual para todos, independentemente das raças ou etnias. Carlos Coutinho explica que este tipo de casos tem aumentado com a crise económica. “Disse aos serviços sociais para contactarem o proprietário da casa no sentido de não despejar a família até que encontremos uma solução”, garante o autarca.
Mulher e quatro filhos vivem numa casa sem água nem luz e estão em risco de ficar na rua

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