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Museu Ibérico de Abrantes dependente de fundos comunitários

Museu Ibérico de Abrantes dependente de fundos comunitários

Sem financiamento europeu não é possível avançar com a primeira fase do projecto, admite a presidente da câmara. Construção da polémica torre no centro histórico fica para já descartada.

Edição de 30.10.2013 | Sociedade
A presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), reafirmou a importância da concretização do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA), referindo que o projecto está pronto para ser lançado a concurso público, mas neste momento depende de financiamento comunitário para avançar. A informação foi transmitida na cerimónia de abertura das IV Jornadas do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes, que decorreram quinta-feira, 24 de Outubro, no auditório da Biblioteca António Botto em Abrantes. A autarca referiu que os atrasos na concretização material do projecto se devem às “vicissitudes da situação económico-financeira do país e da Europa”, deixando no ar que para o ano, quando se realizarem as próximas jornadas, as obras possam já estar em curso ou prestes a começar.“O projecto está concluído, estamos prontos para o podermos lançar em concurso público, no entanto aguardamos também que o próximo quadro comunitário venha trazer um valor significativo”, afirmou Maria do Céu Albuquerque, esperando uma comparticipação de fundos comunitários de 85 por cento, num investimento que pode rondar os 5 milhões de euros nesta primeira fase. Em 2012, no decorrer das anteriores jornadas do MIAA, a autarca já havia anunciado que o projecto iria avançar faseadamente, primeiro com a recuperação do Convento de São Domingos, como forma de gerir financeiramente um investimento de grande envergadura como este. A construção da polémica torre de 27 metros de altura que visava acolher cerca de cinco mil peças que integram as colecções de ourivesaria, numismática, armaria, arquitectura romana, medieval e moderna e arte sacra dos séculos XVI a XVIII, entre outras colecções, fica assim arredada enquanto a situação financeira não tiver melhorias. Naquela que foi a sua primeira aparição pública como vereador, Luís Dias, responsável neste novo executivo camarário pelos pelouros da cultura, museus e património, relevou a O MIRANTE a importância da realização anual destas jornadas. “Um projecto de dimensão museológica como é o do MIAA tem objectivamente que ter estudo, estofo científico consolidado para que faça sentido”, referiu, salientando a importância de se conseguir reunir todas as condições para que o MIAA seja um projecto de sucesso.Abrantes como centro cultural de relevo Maria do Céu Albuquerque sublinhou ainda durante as IV Jornadas do MIAA a intenção de apostar na recuperação de outros equipamentos culturais no centro histórico de Abrantes, os quais podem complementar e trazer maior dinâmica ao conceito inerente ao MIAA. Entre os projectos encontra-se a aposta nas escavações no Castelo da cidade, já em marcha, e a recuperação da Igreja de Santa Maria do Castelo, que se pretende que seja convertida em Panteão dos Almeidas. Neste conceito está também integrada a criação de um Centro de Arte Contemporânea, a instalar na antiga pensão onde estava sediada a galeria municipal. Desenvolver intervenções de arte urbana tendo por base o Creative Camp, que este ano pela primeira vez decorreu na cidade, é outro dos objectivos. Também a biblioteca António Botto e a recém-inaugurada galeria municipal, Quartel, estão integradas neste conceito de instalação de um centro de arte contemporânea na cidade.
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