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Cães em apartamento de Vialonga continuam a incomodar vizinhos e a causar perigo

Governo voltou atrás na intenção de limitar número de animais nos apartamentos e caso só pode ser resolvido pela justiça
Edição de 06.11.2013 | Sociedade
O anúncio da ministra da Agricultura, Assunção Cristas, de que afinal já não ia em frente a lei que impedia ter mais de dois cães nos apartamentos complicou a vida à Câmara de Vila Franca de Xira, que não tem conseguido resolver um caso grave num apartamento de Vialonga onde uma dezena de cães coabitam com os donos. Os vizinhos já não aguentam mais o mau cheiro e o barulho no Lote 2 da Rua da Aboboreira. E com este revés do Governo resta ao município recorrer à justiça para acabar com o martírio. Já que os donos dos animais não cumprem as ordens.Um mês depois de o assunto ter sido noticiado por O MIRANTE e quase dois anos após as primeiras queixas dos moradores, o caso continua a arrastar-se e os latidos dos cães ouvem-se nas escadas, nas varandas e nas casas de quem vive perto. Os donos dos cães - que vivem num apartamento de duas assoalhadas e que, pela actual lei em vigor só poderiam ter três animais, já foram notificados para cumprirem a legislação. Foram também informados da realização de uma vistoria conjunta do veterinário municipal e da delegada de saúde, mas não abrem a porta. Os donos dos cães prometeram entrar em contacto com a câmara para marcar a vistoria até final de Outubro mas nunca o fizeram. O município admite agora ter de recorrer ao tribunal. “A câmara vai insistir novamente na vistoria”, garante o município. Entretanto a vizinhança vai lamentando que o caso se arraste sem uma solução. Recorde-se que os moradores do prédio têm-se queixado frequentemente do latido dos animais, dos maus cheiros e da urina que escorre debaixo da porta da moradora para as escadas e pelos sumidouros das varandas, o que já obrigou à intervenção do Serviço de Protecção da Natureza (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana por várias vezes.Os moradores do prédio viram com entusiasmo o anúncio de que o Governo se preparava para limitar o número legal de cães (de três para dois) nos apartamentos. Em alguns casos, como o de Vialonga, a lei “fazia todo o sentido”, dizem. “Infelizmente depois de todo esse entusiasmo vai ficar tudo na mesma. Só quem não vive este problema pode censurar esta lei. Não é bom para as pessoas nem para os animais”, frisa Pedro Costa, um dos moradores. O anúncio da lei caiu como uma bomba junto das associações de defesa animal que não pouparam nas críticas. Depois disso a ministra Assunção Cristas veio publicamente dizer que afinal a lei “não sairá tão cedo” e que é apenas “um projecto”. Uma história de cães e do dono que os alimentava chocou Vialonga em 2009. Pedro Parra, um homem de 85 anos que vivia sozinho e cercado de cães na sua pequena casa na rua do Bom Humor, morreu e o corpo ficou esquecido no local durante vários dias. Os animais comeram parte do cadáver. Antes da sua morte os vizinhos tentaram que este se livrasse dos animais, mas o homem nunca concordou.

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