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Câmara do Cartaxo deve quase um milhão de euros à Rodoviária do Tejo

Edição de 06.11.2013 | Sociedade
A Câmara Municipal do Cartaxo deve perto de um milhão de euros à Rodoviária do Tejo, empresa que garante os transportes escolares nesse concelho e cujo pagamento é da responsabilidade da autarquia. Na última reunião do executivo, o presidente do município, Pedro Magalhães Ribeiro (PS), revelou que tem passado as duas últimas semanas em reuniões com credores e destacou a dívida à transportadora. “Em termos absolutos somos a câmara do país que mais deve à Rodoviária do Tejo”, afirmou o autarca com base nos dados que lhe foram disponibilizados pela empresa. Em cima da mesa foi colocada a hipótese do cancelamento dos transportes escolares, mas para Pedro Ribeiro a situação está completamente fora de hipótese, mencionando que “houve da parte da Rodoviária do Tejo a compreensão por aquilo que neste momento está a ser vivido”. Recorde-se que a Câmara do Cartaxo tem uma avultada dívida a fornecedores e ainda não obteve luz verde do Tribunal de Contas para aceder aos empréstimos do PAEL (Plano de Apoio à Economia Local) e do Plano de Saneamento Financeiro para liquidar a dívida de curto prazo.O acordo estabelecido entre a autarquia e a Rodoviária do Tejo prevê que esta continue a prestar os serviços de transportes escolares ao município mediante o pagamento a pronto de 20 mil euros mensais. Questionado pelo vereador Paulo Neves (PSD), Pedro Ribeiro esclareceu que desses 20 mil euros há uma parte para amortização da dívida já contraída, embora seja um valor residual. Marco Henriques, da direcção operacional de Santarém da Rodoviária do Tejo, referiu a O MIRANTE que o montante residual para amortização da dívida existente anda entre os três mil e os quatro mil euros. “O pagamento do transporte escolar neste momento está a ser feito a pronto para evitar um agravamento da dívida”, afirmou Marco Henriques, esclarecendo que o acordo surgiu no seguimento de uma reunião tida com o anterior executivo camarário.O acordo irá manter-se até existir uma solução alternativa por parte do novo executivo e assegura para já a continuidade da prestação de serviço da empresa ao nível do transporte escolar e respectivo carregamento de passes.“A Rodoviária, como os restantes credores, tem a grande expectativa que esse balão de oxigénio que se chama PAEL possa acontecer de forma rápida”, disse Pedro Ribeiro revelando que houve uma solicitação de reunião urgente ao Tribunal de Contas para darem “um esclarecimento cabal de viva voz do real ponto de situação”.O presidente da Câmara do Cartaxo revelou também que o município está a negociar a possibilidade de ser a Rodoviária do Tejo a assegurar o serviço actualmente garantido pelo Transporte Urbano do Cartaxo (TUC). O TUC, que está a completar uma década, representa para a autarquia uma despesa elevada, sobretudo ao nível da manutenção dos equipamentos.

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