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Idoso que vivia com a mulher num contentor já morreu e o caso com dez anos continua por resolver

Idoso que vivia com a mulher num contentor já morreu e o caso com dez anos continua por resolver

Rosa Rodrigues continua no espaço sem condições porque família e Brisa não chegam a acordo

O casal tinha sido instalado no contentor em Trancoso, Vila Franca de Xira, depois de a construtora da A10 lhes ter destruído a casa onde viviam. A auto-estrada ficou pronta, a empresa entrou em insolvência e o caso tem-se arrastado sem solução à vista.

Edição de 06.11.2013 | Sociedade
José Clemente, que vivia com a mulher num contentor depois de lhe terem destruído a casa, já morreu. Rosa Rodrigues, 77 anos, com dificuldades de locomoção, continua na construção metálica onde o casal foi instalado há uma década depois de a construtora da A10 lhe ter destruído a habitação. A situação está longe de ser resolvida porque a família de Rosa não chega a acordo com a Brisa, concessionária da auto-estrada, que já apresentou várias propostas. A Brisa já propôs a construção de uma casa pré-fabricada, mas a ideia não tem merecido a concordância da família. A empresa refere a O MIRANTE que a família tem, “há muito, pendente do seu lado, a solução desta situação” e que a empresa teve sempre como “única preocupação responder a uma situação humanitária”. A Brisa lamenta que, apesar dos “esforços conjuntos” com a companhia de seguros Fidelidade, “ainda não tenha sido possível” resolver o problema. Rosa Maria, filha da idosa, escusa-se a falar do assunto por ainda não haver entendimento entre as partes. O caso arrasta-se desde 2003 quando ocorreu um abatimento de terras durante as obras de construção do viaduto da A10, no troço entre Bucelas e Benavente. A casa do casal, em Trancoso, São João dos Montes, Vila Franca de Xira, começou então a ruir. Os idosos foram instalados num contentor provisoriamente mas entretanto a empresa construtora entrou em insolvência. A auto-estrada ficou concluída e o casal continuou no contentor sem as mínimas condições. A companhia de seguros da construtora, a Fidelidade, chegou a propor uma indemnização até 30 mil euros, que foi recusada pelo casal. O valor indicado pela seguradora era justificado pelo facto de a habitação destruída ter 50 anos, 54 metros quadrados e não possuir casa de banho nem água canalizada. Chegou a correr um processo contra a construtora em que a família pedia cerca de 203 mil euros de indemnização mas com a insolvência o caso acabou arquivado. A Brisa ao tomar conhecimento do caso que foi notícia em O MIRANTE no início de 2012 prometeu tentar resolver a situação, realçando que não estava obrigada a tal e que o fazia por uma questão social.
Idoso que vivia com a mulher num contentor já morreu e o caso com dez anos continua por resolver

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