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Misericórdia de Vila Franca com dificuldades financeiras à espera de unidade de cuidados continuados

Edição de 06.11.2013 | Sociedade
A Misericórdia de Vila Franca de Xira está a passar por dificuldades financeiras por ter perdido a receita do arrendamento do antigo hospital. Este ano perde cerca de 100 mil euros e a única forma de rentabilizar as instalações desactivadas e que têm sido alvo de vandalismo é fazer obras para as adaptar para unidade de cuidados continuados. Mas a Administração Regional de Saúde tem que aprovar a unidade o que ainda não aconteceu. Em declarações à Lusa a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo esclarece que as obras necessárias para a instalação de unidades de cuidados continuados (UCC) são da responsabilidade de quem as dirige. Só depois das obras feitas é que a entidade poderá ou não adjudicar a UCC. Como a instituição não tem dinheiro para poder avançar já com as obras, a administração regional de saúde explica que o próximo passo é “propor a entrada” do projecto “na rede de cuidados continuados, o que carece de autorização do Ministério da Saúde e do Ministério da Segurança Social”.Recorde-se que a instituição deixou de receber em Abril com a entrada em funcionamento do novo hospital da cidade as rendas mensais de 13 mil euros. A Misericórdia pretende uma unidade de cuidados continuados com 50 a 60 camas. Em Março o provedor, Carlos Dias, dizia a O MIRANTE que a instituição não procura o lucro mas “também não podemos ter prejuízo e a situação não está nada boa”. No exercício de 2011 e 2012 a Misericórdia já teve resultados negativos, devido também ao facto de ter fechado o restaurante “O Redondel” instalado na Praça de Toiros Palha e de a Santa Casa, proprietária do espaço, perder a renda de dois mil euros mensais.A Misericórdia de Vila Franca tem cerca de 110 funcionários e presta apoio a 120 utentes divididos em dois lares. Fornece ainda apoio domiciliário e no centro de dia a mais 80 pessoas, além de ajudar regularmente entre 20 a 30 sem-abrigo.

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