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Motorista de Alcanena que andou um dia às voltas de ambulância continua em estado grave

Edição de 06.11.2013 | Sociedade
O motorista de Alcanena que andou em estado grave um dia às voltas de ambulância por causa de uma transferência mal planeada continua internado no Hospital de Tomar sem sinais de melhorias. Nuno Clemente, 42 anos, residente em Louriceira, mantém-se num estado de consciência baixo sem reagir, sem falar e a ser alimentado por uma sonda. O motorista de longo curso sofreu um traumatismo craniano com coágulo quando foi atropelado no dia 11 de Outubro, pelas 23h30, numa zona industrial de Coimbra quando se encontrava a carregar o seu camião. Nuno Clemente foi transportado para os Hospitais da Universidade de Coimbra onde foi operado mas seis dias depois a equipa médica decidiu transferi-lo para o hospital da área de residência. Só que em vez de ser encaminhado para o Centro Hospitalar do Médio Tejo (unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas) que abrange o concelho de Alcanena acabou por ser transportado para o Hospital Distrital de Santarém e gerou-se a confusão. Em Santarém acabou por nem sequer dar entrada no internamento e foi encaminhado erradamente para o Hospital de Torres Novas, quando devia ter ido para Abrantes que é o hospital que tem a valência de urgência médico-cirúrgica. O ferido em estado grave acabou por fazer 260 quilómetros entre hospitais ao longo de cerca de oito horas e acabou depois de observado e estabilizado em Abrantes por ser internado em Tomar. A situação deixou a família de Nuno Clemente indignada com os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). “Tem que haver uma forma de evitar que um doente com problemas neurológicos ande um dia inteiro dentro de uma ambulância”, desabafou na altura Ana Clemente, irmã da vítima, a O MIRANTE. Ana Clemente considera que o irmão nunca devia ter deixado os HUC pois foi ali assistido inicialmente. O director do Serviço de Neurocirurgia dos Hospitais da Universidade de Coimbra explicou que “o tratamento neurocirúrgico estava completo e, neste caso, o doente precisava de cuidados gerais e eventualmente de reabilitação, que podiam ser prestados em outro hospital mesmo que não tivesse serviço de neurocirurgia”.

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