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Vistoria ao Vila Franca Centro encontrou baratas e falta de condições de higiene

Técnicos municipais e de saúde foram ao local quando já se sabia que o centro ia fechar

Só a poucas semanas do centro comercial fechar portas ao público é que a fiscalização municipal foi ao local encontrar problemas que já se arrastavam há anos com todas as entidades a fazerem vista grossa.

Edição de 06.11.2013 | Sociedade
Uma vistoria dos técnicos da câmara e da unidade de saúde pública do concelho ao Vila Franca Centro concluiu que o espaço não tinha condições de higiene. Encontraram-se baratas num restaurante, humidades nos tectos com bolores e falta de condições nas casas de banho, entre outras situações. A vistoria ocorreu a poucas semanas do centro comercial fechar portas ao público quando há muito que era visível a falta de condições. O auto de vistoria, que obrigava a administração do centro a resolver os problemas se quisesse continuar em funcionamento, foi aprovado em reunião de câmara na mesma semana em que o centro comercial fechou as portas ao público. A vistoria foi solicitada à câmara pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) depois das notícias de O MIRANTE que davam conta do estado degradante em que se encontrava o edifício. Até essa altura nenhuma entidade se havia preocupado em aferir das reais condições em que funcionava o espaço. No auto de vistoria dos técnicos, a que o nosso jornal teve acesso, foram identificados problemas no piso da restauração, sobretudo ao nível de manchas de humidade no tecto falso, com formação de bolores e fungos e com zonas do tecto “degradadas e a cair”. Os técnicos encontraram também infiltrações provenientes dos locais de instalação dos sistemas de ventilação e climatização. “Na cozinha do McDonald’s foram encontradas algumas baratas no interior dos iscos colocados para o efeito”, lê-se no auto de vistoria. Os técnicos e a responsável da unidade de saúde notaram também que os restaurantes fechados estão “bastante degradados” com lixo, mau cheiro e “restos de produtos abandonados pelos proprietários ou arrendatários”.Refere o auto que as casas de banho não estavam em boas condições de funcionamento, quer pelo elevado grau de degradação “quer por falta de condições de higiene”. Nenhuma nota foi feita pelos técnicos ao facto dos extintores estarem fora de prazo. O centro comercial, propriedade da Obriverca, abriu em 1994 com 155 espaços disponíveis para lojas, estacionamento e cinemas. Segundo Daniela Ferreira, investigadora do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, o maior erro do projecto foi ter sido encarado como um condomínio e não como um centro comercial com arrendamento de lojas como era habitual na altura. O futuro do espaço pode agora passar pelas mãos da câmara, que se tem mostrado interessada na sua aquisição para nele centralizar todos os seus serviços.

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