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Investigador Jorge Paiva fala sobre “A biogeografia da cor” em Tomar

Investigador Jorge Paiva fala sobre “A biogeografia da cor” em Tomar

Palestra organizada pelo Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria

O orador, apesar de aposentado, continua a ter uma intensa actividade científica e continua activo na defesa do ambiente lamentando não haver mais gente a fazer o mesmo. Jorge Paiva considera que “Somos uma espécie estúpida porque estamos a destruir o ecossistema onde vivemos”, o que mais nenhuma espécie faz.

Edição de 13.11.2013 | Cultura e Lazer
No auditório da Biblioteca Municipal de Tomar, dia 15, sexta-feira, às 18h30 em ponto, o Professor Jorge Paiva, investigador principal no Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, agora aposentado mas sempre em actividade, inicia uma palestra sobre “A Biogeografia da Cor”, inserida na 10ª edição da Biodiversidade, que termina com um Jantar Lusitano, uma hora e meia depois, na Escola de Santa Maria do Olival, ali ao lado.O encontro anual sobre a Biodiversidade e a tradição do Jantar Lusitano a rematar a palestra, iniciaram-se quando o Professor Doutor Jorge Paiva tinha 70 anos. Agora tem oitenta, feitos no dia 17 de Setembro. Para além da sua vivacidade oratória, do seu refinado sentido de humor, dos seus conhecimentos enciclopédicos e de não aturar faltas de pontualidade, o conhecido investigador faz questão, desde a primeira hora, de ajudar a confeccionar o jantar e de colher muitos dos ingredientes para o mesmo, nomeadamente os utilizados na salada baptizada com o seu nome, na qual são utilizadas 12 espécies de plantas nativas de Portugal.Maria Celeste Sousa, ex-directora da Escola de Santa Maria do Olival e actual presidente do Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, foi a mentora dos encontros sobre a Biodiversidade e continua a ser a anfitriã e organizadora dos mesmos, mobilizando alunos, professores e funcionários para uma noite de ciência e convívio que integra o calendário anual dos acontecimentos mais interessantes da cidade. O facto de ter conseguido, ao longo de uma década, assegurar a participação do Professor Jorge Paiva, pessoa super-ocupada devido a inúmeras solicitações, é já de si um feito.Jorge Paiva não aceita “um tostão, nem para gastos em deslocações”, da parte de quem o convida, pois considera que as palestras e conferências são componentes da sua actividade cívica cultural e ambiental, sem fins lucrativos económicos. Também rejeita qualquer prenda que lhe queiram dar. Mas faz algumas exigências. Não trata dos temas das palestras por e-mail mas apenas de viva voz ou pelo telefone; não atura faltas de pontualidade; não se desloca para falar para plateias de meia dúzia de pessoas ou apenas para uma turma de alunos porque considera que é uma despesa muito grande para tão parco proveito e não aceita “palestrar” aos fins de semana, porque os dedica à família.
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