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Capital de distrito tem estação ferroviária de segunda categoria

Capital de distrito tem estação ferroviária de segunda categoria

Câmara de Santarém quer que a REFER invista nas instalações, que ficaram fora do plano de modernização implementado pela empresa por ter sido prevista a construção de uma nova estação na cidade que afinal não se concretizou. A REFER promete obras para o ano.

Edição de 13.11.2013 | Sociedade
O presidente da Câmara de Santarém diz que vai pedir à REFER, empresa pública que gere a rede ferroviária nacional, para colocar no seu plano de investimentos a requalificação da estação de comboios que serve a cidade, reconhecendo que aquelas instalações não são dignas de uma capital de distrito. “Partindo da perspectiva de que poderá não ser feita para já a variante ferroviária e a nova estação, a velha estação terá que ser olhada de outra forma e ser alvo de uma intervenção”, disse Ricardo Gonçalves (PSD) a O MIRANTE.A empresa, em informação disponibilizada a O MIRANTE, promete obras para o final do próximo ano. “(...) informamos que está previsto o alteamento das plataformas da estação ferroviária de Santarém. De acordo com o nosso planeamento, a obra irá decorrer no último trimestre de 2014”. A REFER acrescenta ainda que está a desenvolver acções, em articulação com a Câmara de Santarém, para instalar uma passagem aérea pedonal que ligue a estação ao parque de estacionamento gratuito a sul da estação.A gare ferroviária de Santarém ficou fora do programa de modernização de estações implementado na última década pela REFER por estar projectada a construção de uma variante ferroviária à cidade, que previa a construção de uma nova estação noutro local. Só que as contas saíram furadas, o país entrou em bancarrota e a capital de distrito continua a ser servida por uma estação sem condições dignas do seu estatuto. Acessos complicados, falta de ligação pedonal directa entre o parque de estacionamento gratuito e a estação, estacionamento desordenado e um cais que dificulta a vida a quem tem dificuldades de mobilidade são problemas antigos que urge resolver. Para já, diz Ricardo Gonçalves, há apenas o compromisso da REFER, já com uns meses largos, de implantação de uma ponte pedonal para ligar a estação ao parque de estacionamento situado a sul da gare. “É um projecto estruturante para que esse parque de estacionamento passe a ser mais aproveitado”, diz o autarca.Mas Ricardo Gonçalves promete colocar outras questões na mesa em próxima reuniões com a REFER. Até porque, diz, as prometidas obras na estrada da estação, da responsabilidade do município, vão começar em breve e, depois disso, “faz todo o sentido que a Refer proceda a algumas melhorias na estação”.O assunto voltou à agenda pela mão de vereadores do PS na Câmara de Santarém que são utilizadores regulares da ferrovia e contaram na última reunião do executivo as dificuldades que afectam os passageiros, sobretudo os mais idosos ou com mobilidade reduzida.Idália Serrão diz que as condições para atravessamento das linhas, para acesso aos vários cais de embarque, não são as melhores e que é difícil a pessoas idosas ou com mobilidade reduzida entrar ou sair dos comboios devido à distância entre os degraus das carruagens e a plataforma. A vereadora socialista reclamou ainda contra a falta de segurança no parque de estacionamento gratuito criado pela câmara a sul da estação, onde os assaltos e danos nos automóveis são frequentes. O facto de não existir uma ligação pedonal rápida e segura entre o parque de estacionamento e a estação é um factor dissuasor da sua utilização, referiu por sua vez o vereador Ricardo Segurado (PS). Muita gente prefere deixar o carro do lado norte da linha, mesmo que estacionado anarquicamente nas bermas e ocupando parte da faixa de rodagem.Variante ferroviária a Santarém aguarda “oportunidade de investimento”No site da REFER na Internet, informa-se que a variante ferroviária de Santarém tem já os estudos de engenharia concluídos, “aguardando oportunidade de investimento” tal como a modernização do troço ferroviário entre Mato de Miranda e Entroncamento. Só não se sabe é quando.Nos últimos anos, ainda segundo a mesma fonte, a REFER realizou obras de construção ou modernização em 21 estações e 21 apeadeiros, “melhorando substancialmente os níveis de conforto (acessos desnivelados aos cais de passageiros, interfaces rodoferroviários, abrigos, coberturas, novos cais de passageiros, sinalética)”.
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