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Mapa judiciário tira competências ao Tribunal de Vila Franca acabando com a proximidade dos cidadãos à justiça

Mapa judiciário tira competências ao Tribunal de Vila Franca acabando com a proximidade dos cidadãos à justiça

Advogada Zilda Pinto que integra candidatura à Ordem diz que a justiça não pode depender de razões economicistas
Edição de 13.11.2013 | Sociedade
O novo mapa judiciário, que vai retirar serviços ao Tribunal de Vila Franca de Xira, é prejudicial para as populações porque acaba com a relação de proximidade entre os cidadãos e a justiça. Esta é a opinião de Zilda Pinto, advogada de Vila Franca de Xira, que integra como vogal a lista de Jerónimo Martins à liderança da Ordem dos Advogados nas próximas eleições. “Estas alterações têm sempre na base a economia. Não se deve economizar à custa da redução de serviços, a justiça não pode depender da economia, tem de ser virada para o cidadão”, defende. Na opinião da profissional é de forma “economicista” que a justiça tem sido encarada nos últimos anos, mostrando-se “muito apreensiva” sobre o rumo que o sector está a tomar, não só na região como no país. “Vamos ficar a depender de uma sede em Loures, vamos ter aqui as secções de instância local, de competência genérica, cível ou criminal mas para os processos singulares. Vamos manter secções especializadas de família e menores mas perdemos as execuções e instrução criminal para Loures. Não há benefício directo para o cidadão que se veja neste novo mapa judiciário”, refere.Zilda Pinto Martins Lourenço é natural de Vila Franca de Xira, onde tem também o seu escritório e exerce advocacia desde 1997. Diz gostar da função social do advogado e do papel que este representa na defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Lamenta, contudo, o desprestígio a que nos últimos tempos têm sido sujeitos os advogados. Gosta da comarca onde trabalha e considera-a um local “familiar”, onde todos os intervenientes da justiça se conhecem e o ambiente é “afável”, de “cordialidade e respeito mútuo”. Para a advogada o edifício onde hoje funciona o tribunal precisa de obras urgentes mas admite que essas obras implicam custos e que por isso é uma intervenção que pode tardar a surgir. Depois de ter tido várias pequenas colaborações nos órgãos directivos da Ordem, decidiu este ano abraçar a candidatura de Jerónimo Martins (lista K) a bastonário, uma das seis que estão na corrida. “Nota-se que os advogados estão afastados da sua ordem e não devem estar. O Jerónimo Martins tem uma larga experiência na advocacia e a sua sensibilidade e respeito pelos direitos humanos foi o que me cativou. É um projecto que tenta unificar todos os advogados”, explica. Na opinião da profissional a primeira candidatura de Marinho e Pinto foi importante para dar uma voz aos mais fracos e acabar com algum elitismo que se vivia na instituição. Lamenta, contudo, que o segundo mandato de Marinho e Pinto tenha sido marcado por “alguma inércia”. “O próximo bastonário tem de ser firme mas dialogante, alguém que consiga congregar e unir todos os advogados a uma só voz. Terá de pensar nas dificuldades sentidas pelos jovens advogados e apoiá-los. Não vai ser um mandato fácil mas é isso que constitui o desafio para o qual ele se candidata”, conclui.
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