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Zona industrial de Aveiras de Cima é uma oportunidade perdida que apenas captou cinco empresas

Zona industrial de Aveiras de Cima é uma oportunidade perdida que apenas captou cinco empresas

Espaço criado nos anos 90 para cerca de cem empresas está invadido pelas ervas e não aparecem interessados
Edição de 13.11.2013 | Sociedade
A zona industrial de Aveiras de Cima, concelho de Azambuja, perto da Auto-Estrada nº1 (Lisboa - Porto), não conseguiu captar mais do que cinco empresas apesar de ter capacidade para quase uma centena. A maioria dos terrenos está ocupado por ervas daninhas. A localização privilegiada, a poucos quilómetros de Rio Maior e com uma entrada na A1 a poucos metros, não foi suficiente para convencer os empresários a investirem no local. O loteamento industrial está aprovado desde meados dos anos 90, custou perto de um milhão de euros ao promotor privado só em taxas e licenças mas até hoje a única grande empresa a fixar-se no local foi a Companhia Logística de Combustíveis (CLC), que se mudou para Aveiras na sequência da realização da Expo 98 em Lisboa.Outras quatro empresas de pequena e média dimensão completam a zona industrial que era uma das bandeiras do anterior presidente do município, Joaquim Ramos, que dizia ter grandes esperanças sobre o futuro deste espaço. O anúncio de que o novo aeroporto já não iria ser construído na Ota e a suspensão do projecto do comboio de alta velocidade (TGV) contribuíram para a falta de procura das empresas. O presidente da Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, António Torrão, diz que o projecto foi uma “oportunidade perdida” para a freguesia e o concelho se dinamizarem e gerarem emprego e riqueza. “Um dos problemas deste parque industrial foi ter sido sempre propriedade de uma única empresa. A câmara perdeu uma excelente oportunidade de realizar ali negócio, adquirindo e vendendo alguns lotes a empresas nacionais. Aveiras tem muitas pequenas e médias empresas, dispersas pela freguesia e esta zona industrial seria um óptimo local para as concentrar. Faltou planeamento e acção para tornar aquele espaço apetecível”, lamenta António Torrão em declarações a O MIRANTE. Várias parcelas de terreno estão há anos à venda sem que apareçam compradores interessados e 14 mil metros quadrados de terra chegam a custar 650 mil euros. “Os preços são o que são mas a verdade é que ninguém quer vir para cá”, lamenta o presidente da junta, para quem a criação de emprego na freguesia é “uma urgência”. O presidente da Câmara de Azambuja, Luís de Sousa, já admitiu publicamente que o parque industrial é importante para o desenvolvimento do concelho mas reconheceu as dificuldades em captar investidores.Esta não é uma situação única na região. Em Castanheira do Ribatejo, existe um parque logístico de 265 milhões de euros que há cinco anos não capta um único investidor. Em Salvaterra de Magos, ainda no tempo da anterior presidente Ana Cristina Ribeiro, o município contraiu um empréstimo de 1,1 milhões de euros nas véspera das eleições de 2009 para comprar um terreno em Muge onde queria instalar uma zona industrial que nunca chegou a ter as infra-estruturas básicas instaladas para poder começar a funcionar. Hoje é, tal como o parque de Aveiras, um terreno baldio onde os animais passeiam.
Zona industrial de Aveiras de Cima é uma oportunidade perdida que apenas captou cinco empresas

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