26º Aniversário | 20-11-2013 15:29

Melhorar as condições de acesso ao crédito por parte das PME

No início da atividade de garantia mútua, perspetivava-se o surgimento de várias sociedades operadoras de base regional à semelhança do que se verificou em outros países. Nesse sentido, o Sistema de Garantia Mútua deu seguimento a uma iniciativa local surgida em Santarém, que teve como principal entidade promotora a Nersant, daí surgindo a Garval. Porém, o facto de não se ter registado a constituição de novas Sociedades de Garantia Mútua (SGM) por via da expressa vontade do tecido empresarial tornou a Garval num caso singular de dinamismo.Constituída em 2002 com cerca de 100 acionistas, na sua maioria PME do distrito, a Garval rapidamente evoluiu para se tornar a SGM da região centro do país. Desde 2005 que a sua área de atuação abarca os distritos de Santarém, Leiria, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre e a Região Autónoma dos Açores. Para além das PME, a Garval conta entre os seus acionistas com agências públicas como o IAPMEI e o Turismo de Portugal, a SPGM e vários Bancos. A principal finalidade da Garval é melhorar as condições de acesso ao crédito por parte das PME. Em particular, sublinhe-se a importância que tem tido a garantia mútua no apoio às empresas durante a crise que surgiu em 2008. Perante circunstâncias diferentes, seja no apoio à redução das taxas de juro suportadas pelas PME seja no contributo para potenciar os níveis de crédito em cenários de restrição de liquidez nos mercados financeiros, a Garval tem marcado forte presença através da sua participação nas Linhas de Financiamento com Garantia Mútua que têm vindo a ser lançadas pelo Estado Português.Até aos dias de hoje a GARVAL já emitiu mais de 1,6 mil milhões de euros de garantias e permitiu a obtenção de financiamentos num montante superior a 5,1 mil milhões de euros. Neste percurso contribuiu para o apoio ao investimento e para o equilíbrio financeiro de mais de 14.000 PME. Trata-se de um nível de intervenção crescente e que reforça a responsabilidade da Garval na defesa e no desenvolvimento do tecido empresarial português. Refira-se ainda que o Sistema Português de Garantia Mútua é consensualmente reconhecido como um dos melhores do mundo por entidades como a OCDE ou o FMI, por razões que vão desde a sua dimensão face ao PIB nacional, à criação de mecanismos inovadores de financiamento ou os níveis de eficiência atingidos na distribuição deste instrumento financeiro às empresas. É sem dúvida um estímulo para continuar a contribuir para a melhoria de competitividade da economia nacional.

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