26º Aniversário | 20-11-2013 15:13

Um Museu para o Século XXI

Nos últimos quatro anos o Município de Alpiarça investiu 2,5 milhões de euros na recuperação do edifício projectado pelo Arquitecto Raúl Lino e de toda a área envolvente, com novos espaços ajardinados e com um novo auditório, dotando a Casa dos Patudos de novas e importantes valências para o século XXI.A Casa dos Patudos fez parte do conjunto de propriedades legadas pelo político, diplomata, lavrador e coleccionador de arte, José de Mascarenhas Relvas, ao município de Alpiarça. No testamento ficou expresso o desejo de que a mesma fosse conservada como Museu. José Relvas, nascido na Golegã a 5 de Março de 1958 é conhecido por ter proclamado a República a 5 de Outubro de 1910. Foi ministro das Finanças no Governo Provisório da República entre 1910 e 1911, tendo sido ele que instaurou o escudo em Portugal, foi embaixador de Portugal em Madrid e ainda na política, destacou-se como Chefe de Governo e Ministro do Interior (1919).   A Casa dos Patudos, que foi residência de José Relvas desde os finais do século XIX até 1929, data da sua morte, foi inaugurada como Museu em 15 de Maio de 1960. Ali encontra-se uma rica e vasta colecção composta por pintura, escultura e artes decorativas. Na pintura portuguesa destacam-se: Silva Porto, José Malhoa, Columbano Bordalo Pinheiro e Constantino Fernandes, além de notáveis artistas de escolas estrangeiras. Podem, ainda, ser apreciadas porcelanas de Sèvres e de Saxe, azulejaria, peças da Companhia das Índias, cerâmicas da Fábrica das Caldas da Rainha (Rafael Bordalo Pinheiro), Rato, Bica do Sapato e Vista Alegre (primitiva) e bronzes de Chapu, de Mercié e de Frémiet.O trabalho de investigação realizado de forma sistemática desde Abril de 2007, revelou a existência de importantes núcleos documentais relativos às actividades pessoais, políticas e empresariais de José Relvas e de alguns familiares e permitiu a visão geral de um conjunto documental que se revelou mais complexo e rico do que o que inicialmente se pensava. Constatou-se que a Casa dos Patudos conserva um Centro de Documentação, que integra um arquivo documental produzido por quatro gerações de Relvas, constituído por mais de 100.000 documentos; um Arquivo Fotográfico, com cerca de 5000 fotografias e Colecções (postais, menus, recortes de jornais, programas culturais e catálogos de exposições), além de uma biblioteca com cerca de 7.000 volumes e mais de 15.000 publicações periódicas.

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