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Três jogadores expulsos por distúrbios no jogo do Raposense em que tesoureiro puxa de navalha

Dirigente do clube já se tinha envolvido em zaragata com ex-presidente da junta mas diz que não é culpado
Edição de 20.11.2013 | Desporto
Três jogadores foram expulsos do Raposense por se terem envolvido em distúrbios no final do jogo da equipa da Raposa com o Benfica do Ribatejo, em que um deles foi cortado por uma navalha puxada pelo tesoureiro do clube, Ramiro Augusto. O presidente do clube do concelho de Almeirim, António Nunes, diz que a continuidade dos atletas na equipa iria destabilizá-la e que é preciso haver regras. Quanto ao tesoureiro salienta que este já não vai ser chamado para fazer segurança aos jogos.Ramiro Augusto, que já no ano passado esteve envolvido numa zaragata com o ex-presidente da junta local, José David (PS), assegura em declarações a O MIRANTE que também não quer mais fazer o trabalho de segurança. O tesoureiro do Raposense e eleito na assembleia de freguesia pelo movimento independente MICA, diz que agiu para defender os árbitros e para evitar uma cena de pancadaria, reconhecendo que a atitude de puxar pela navalha não foi a melhor. Os distúrbios ocorreram no final do dérbi concelhio, no dia 10 de Novembro, e na qual a equipa da casa perdeu por 0-4. Um jogador que estava na bancada devido a uma lesão saltou para dentro do campo e foi direito aos árbitros quando estes se deslocavam para o balneário. Nessa altura o tesoureiro do clube que fazia funções de segurança ao jogo tentou impedi-lo e foi agredido com um murro. Ramiro Augusto puxou de uma navalha para se defender e a situação ainda se complicou mais.Outro jovem jogador do clube e residente na localidade tentou retirar a navalha ao tesoureiro e acabou por se cortar na mão. Um terceiro jogador ao ver o colega a sangrar foi buscar um machado a casa para entrar na confusão. Com a chegada da GNR a situação foi controlada sem haver mais ferimentos. Contactado por O MIRANTE, o INATEL diz ter conhecimento da situação por ter sido abordada no relatório do árbitro. No entanto considera que esta situação é um caso de polícia e não de disciplina desportiva. No ano passado nas festas da freguesia, Ramiro Augusto já se tinha envolvido numa discussão com José David que ia acabando numa briga. O eleito do MICA diz que em todas as situações em que esteve envolvido nunca foi ele que começou os problemas. “Eles é que provocam”, sublinha, contando que estava a tentar ajudar a reparar uma avaria no sistema eléctrico das festas e que o então presidente o mandou sair do local. A conversa azedou e Ramiro diz que só não agrediu José David porque o agarraram. “Partia-lhe a cara ou pelo menos tentava, mas não deixaram”, refere, salientando que tem sido alvo de provocações.Os problemas com José David terão a ver com questões políticas antigas quando ambos eram filiados no PCP, segundo considera o ex-presidente da junta que se mudou para o PS. Em relação à situação que ocorreu nas festas, o antigo autarca tem uma versão diferente e conta que depois da discussão, Ramiro Augusto foi ao carro buscar uma pistola e que andava com ela dentro do bolso. Acrescentando que uns elementos da GNR que estavam na festa à paisana o avisaram da situação. Mas o eleito do MICA desmente garantindo que não tem pistolas.

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