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Proprietária das casas das OGMA vai tapar portas e janelas para acabar com droga e prostituição

Proprietária das casas das OGMA vai tapar portas e janelas para acabar com droga e prostituição

Empordef admite que as habitações degradadas são um motivo de preocupação

Numa das zonas mais nobres de Alverca o antigo bairro das OGMA é hoje albergue de toxicodependentes e prostitutas. A situação dura há anos mas parece que agora vão ser tomadas medidas. A Câmara de Vila Franca reconhece que o local tem problemas complicados por resolver.

Edição de 20.11.2013 | Sociedade
A Empordef, empresa pública que é dona das antigas habitações das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), em Alverca, garante que vai emparedar as portas e janelas. Apesar de a empresa não revelar quando vai fazer a intervenção, esta visa acabar com a situação que se vive nos espaços que são usados para consumo de drogas e prostituição. A Empordef admite em declarações a O MIRANTE que tem observado a degradação do local “com enorme preocupação”.As antigas habitações das OGMA situam-se entre a rua da estação e a rua Joaquim Sabino Faria no centro da cidade e além de degradadas constituem um problema de saúde pública. A Câmara de Vila Franca também reconhece a “degradação social” do espaço mas diz que pouco mais pode fazer do que alertar a Empordef para recuperar as habitações. “Há no local problemas sociais muito complicados. Até podemos tirar de lá os toxicodependentes, mas se não houver condições de apoio social eles simplesmente vão ocupar outros locais”, lamenta o presidente do município, Alberto Mesquita. O autarca diz que o espaço poderia ser vendido à câmara para dar lugar a, por exemplo, uma praça pública. Mas devido à contenção financeira imposta aos municípios esta não será uma realidade que se concretizará nos próximos anos. Enquanto a solução não chega moradores como Eduardo Antunes, de 78 anos, vão continuar a viver sobressaltados. Eduardo vive no bairro há 52 anos e lembra-se do tempo em que todas as casas eram habitadas por gente “séria, honesta, trabalhadora” e que nunca levantavam problemas. “Isto agora é um vandalismo tremendo. A droga é o pior”, conta.Pedro Francisco, 74 anos, outro morador da zona, recorda-se do tempo em que uma das casas era tão luxuosa que só servia como habitação de visitas dos empresários ou altas figuras que iam visitar as oficinas de material aeronáutico. “Hoje andam as mulheres a levar os clientes ali para os antigos pombais na traseira da casa durante a noite, eu vejo da minha janela”, garante. A PSP da cidade desconhece o assunto e garante que não deram entrada queixas de moradores, o que não é difícil tendo em conta que a maioria dos residentes da zona são idosos que, em muitos casos, mal sabem assinar o próprio nome. As casas foram construídas para serem usadas por funcionários e altos quadros das OGMA que delas necessitassem. Com os anos, foram perdendo moradores e a maioria está hoje fechada. Algumas têm vidros partidos, com bocados de paredes a caírem sobre os passeios. Algumas fachadas têm servido de tela para os artistas dos grafitis. Salva-se no meio deste cenário uns espaços (como caves e anexos) que estão a ser usados como sedes para associações de Alverca.
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