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Grupo coral Stravaganzza quer ser uma referência em Vila Franca

Grupo coral Stravaganzza quer ser uma referência em Vila Franca

Edição de 27.11.2013 | Cultura e Lazer
Com o fim do grupo coral do Ateneu Artístico Vilafranquense, Maria Angélica e Helena Cruz, que não queriam parar de cantar, meteram mãos à obra e formaram o grupo Stravaganzza. São respectivamente as presidente e vice-presidente do coro. “O grupo nasceu de um conjunto de amigos que tem o interesse pela música em comum”, diz Maria. O Grupo Coral Stravaganzza de Vila Franca de Xira é constituído por vinte pessoas, dos 16 aos 70 anos, de várias zonas do concelho e até de Lisboa. O grupo tem na sua formação médicos, engenheiros, economistas e arquitectos. Nasceu em 2009 mas só em 2011 é que se tornou numa associação cultural. O nome nada usual é uma retoma do primeiro coro em que a presidente trabalhou com Edgar Saramago, o maestro. Que afirma estar bem servido de material humano. “Apesar de amadores têm uma grande capacidade vocal e auditiva”, realça, salientando que é difícil para um elemento novo entrar no coro sem saber cantar. Edgar Saramago tem 70 anos e estava reformado quando foi convidado para dirigir o grupo. “A minha função não é pôr o coro a cantar mas a cantar melhor”, explica Edgar que já orientou grupos corais nos Estados Unidos da América e na Holanda. Segundo o maestro, ao contrário do que as pessoas pensam o coro não é um grupo de religiosos a actuar numa igreja com um repertório limitado. “Aqui exploramos desde música de compositores clássicos da polifonia da renascença ou do século dezasseis até aos músicos contemporâneos como Fernão Lopes Graça”, acrescenta. Para o maestro, as pessoas que se dedicam à música são as mais bem-dispostas porque a cultura é um lugar de convívio e de partilha. No entanto, há que ter certos cuidados para manter a voz a um nível quase profissional. Nos ensaios, que acontecem uma vez por semana na Misericórdia de Alverca, aquecem a voz durante trinta minutos e fazem exercícios de respiração, dicção e colocação. Antes dos concertos, o aquecimento pode ascender até uma hora e meia. O futuro do coro, no entender da presidente, está nas mãos do maestro que quer constituir cada vez mais um grupo ecléctico que chame o público. Para isso é preciso um espaço onde o conjunto possa ensaiar de forma mais regular.
Grupo coral Stravaganzza quer ser uma referência em Vila Franca

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