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Alverca venceu o Povoense num jogo cheio de emoções

Alverca venceu o Povoense num jogo cheio de emoções

O MIRANTE assistiu ao dérbi concelhio com a claque do Povoense e com as velhas glórias do Alverca
Edição de 27.11.2013 | Desporto
O Complexo Desportivo do Futebol Clube de Alverca recebeu no dia 24 de Novembro um dos jogos mais esperados da época pelos seus adeptos. O União Atlético Povoense deslocou-se ao terreno vizinho e foi batido por 2-1, com uma reviravolta do Alverca na segunda parte. Mas houve mais neste dérbi concelhio do que as peripécias do relvado. O MIRANTE acompanhou os vinte Ultra Demoni 2000, a claque do Povoense que, segundo eles é a mais antiga do concelho de Vila Franca de Xira. Não se quiseram identificar como elementos individuais e preferiram dizer que falam em nome do Póvoa. “O protagonismo tem que ser dos jogadores” aponta um dos representantes.Durante toda a partida foi rara a ocasião em que se calaram com a ajuda de um tambor que era tocado ao ritmo das incidências do encontro. Misturaram os cânticos de apoio à sua equipa com insultos aos adversários e com o rebentamento de bombas de fumo. Afirmam que em todo o campeonato Pró-Nacional não há ninguém que faça tanto barulho como eles e já chegaram a receber aplausos de clubes adversários e até do treinador Hélder Cristóvão, que actualmente orienta o Benfica B. São pacíficos, mas mesmo assim já tiveram alguns atritos em épocas passadas. “Em Ponte do Rol houve confrontos físicos entre os jogadores e depois na bancada tivemos que os defender. Saímos com escolta policial” explicam dois dos elementos mais velhos do grupo.Para eles, uma verdadeira claque aparece nos momentos difíceis. Por isso, no fim do jogo, foram o primeiros a aplaudir os futebolistas visitantes pelo esforço feito pela cidade. “O Póvoa nasceu para acabar com as divergências entre benfiquistas e sportinguistas e é isso que temos em conta quando estamos na bancada. Estamos juntos pela freguesia”, contam vários Ultra.No outro lado do estádio estão os adeptos da casa, que apesar de menos barulhentos e mais velhos, mostram o seu fanatismo através de gritos em cada lance que é ganho pelos alverquenses. “Os rapazes precisam do nosso apoio” finca João Cleto de 82 anos que se traja a rigor com um chapéu, um cachecol e uma bandeira do Alverca que tem 40 anos. “Fui o primeiro jogador do Alverca a partir o menisco”, lembra o octogenário que esteve quatro anos na equipa principal. Os dérbis são vividos com intensidade e trazem mais gente ao futebol, mas nada como antes garante Narciso Ferreira . “Quando jogávamos contra o Alhandra e o Vila Franca era um pé de vento. A malta já vinha preparada para a porrada. Agora é diferente e ainda bem. Estamos mais civilizados” recorda, no momento em levanta os braços incrédulo com a oportunidade de golo desperdiçada pelo Alverca.No final, João mostrava-se contente com o resultado. “Recuperámos bem na segunda parte” relata o alverquense que afiança que hoje vai dormir mais descansado. Os golos foram marcados por Wilson para o Póvoa e por Nélson e Pedro Oliveira para o Alverca que, com a vitória, mantém o quarto lugar com menos um ponto do que o Povoense. Registe-se ainda a expulsão de Bá do UAP aos 80 minutos.Paulo Eira elogia segunda parte do Alverca enquanto que o treinador do Póvoa se queixa da arbitragem Para o treinador do Alverca, Paulo Eira, apesar de terem entrado mal no jogo, o resultado foi justo por aquilo que os jogadores fizeram na segunda parte. “Tivemos uma primeira parte apática. Na segunda parte assumimos os riscos do jogo e conseguimos dar a volta”. Paulo crê que a sua equipa tem potencial para estar na linha da frente de um campeonato que é muito parecido em termos qualitativos. João Borrego, do UAP, disse que já sabia que iria ser um jogo difícil e que qualquer uma das equipas podia ter ganho. No entanto, não deixou passar em branco a arbitragem da partida. “Começou por nos correr bem. Na segunda parte houve factores externos ao jogo que nos limitaram. Temos um penálti nítido a nosso favor que não foi marcado” assinalou o técnico povoense ressalvando ainda a injustiça do primeiro amarelo de Bá que acabaria por ser expulso. “É o jogador adversário que provoca a confusão”. João estende as suas criticas ao resto do campeonato e afirma que têm sido prejudicados.
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