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Câmara de Alpiarça abate um milhão e meio de euros à dívida que herdou em 2009

Câmara de Alpiarça abate um milhão e meio de euros à dívida que herdou em 2009

Executivo municipal discutiu e aprovou relatório semestral do Plano de Saneamento Financeiro
Edição de 27.11.2013 | Política
O município de Alpiarça já abateu cerca de um milhão e meio de euros à dívida global de aproximadamente 13 milhões de euros, desde que entrou em vigor o Plano de Saneamento Financeiro (PSF) em Dezembro de 2009. A informação foi dada pelo presidente da autarquia, Mário Pereira (CDU), na última reunião de câmara.Mário Pereira explicou que a dívida a fornecedores actualmente é residual, estando a autarquia a pagar actualmente a 30 dias quando antes do PSF o fazia a 218 dias. Também o número de trabalhadores diminuiu nos últimos três anos passando de 189 para 164 (menos 25). Os custos na aquisição de bens e serviços diminuíram cinco por cento enquanto o pagamento de juros teve uma redução de 24 por cento.O item onde a despesa aumentou foi no apoio ao associativismo e à acção social pois a maioria que gere a autarquia considera “muito importante” ajudar as colectividades e as pessoas que no momento “difícil” que o país atravessa precisam de ajuda para “sobreviver”, referiu Mário Pereira. O autarca explicou também que os objectivos “centrais” do PSF estão a ser atingidos, mesmo numa “conjuntura económica e financeira muito difícil”. “O método de gestão tem possibilitado que também realizemos obras que vão ser importantes para o futuro do concelho”, disse.O vereador Pedro Gaspar (PS) congratulou-se pelo aumento do apoio às colectividades e famílias. Refere, no entanto, que a dívida da autarquia - que a CDU herdou dos mandatos de maioria PS - resulta do investimento feito entre 1997 e 2009 (três mandatos socialistas presididos por Joaquim Rosa do Céu) e que se “traduz no desenvolvimento do concelho”.O vereador independente Francisco Cunha considera que a autarquia estava numa situação “difícil” e tinha apenas duas opções: ou recorrer ao PSF ou não ter dinheiro para pagar a fornecedores nem aos funcionários. Francisco Cunha admitiu que se estivesse na posição de Mário Pereira também teria recorrido ao PSF. Francisco Cunha criticou, no entanto, o trabalho do executivo comunista. “A única coisa que têm feito é apenas a gestão do dia-a-dia. Não é a obra da Casa dos Patudos nem os arranjos exteriores do edifício da câmara que vão marcar o desenvolvimento do concelho”, sublinhou. O ponto foi aprovado por maioria com duas abstenções dos vereadores da oposição Pedro Gaspar (PS) e Francisco Cunha (TPA).
Câmara de Alpiarça abate um milhão e meio de euros à dívida que herdou em 2009

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