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Primeira assembleia municipal de Vila Franca marcada por picardias

Edição de 27.11.2013 | Política
A primeira Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira deste mandato foi marcada por uma discussão acesa entre o presidente da câmara, Alberto Mesquita (PS) e um dos eleitos municipais da CDU, Carlos Braga. Tudo aconteceu na discussão de um ponto sobre a aquisição de material informático para a nova biblioteca municipal. O rastilho foi aceso por Carlos Patrão, do Bloco de Esquerda, ao questionar o executivo municipal sobre pormenores na aquisição de software para a nova biblioteca, os quais não obtiveram uma resposta concreta por parte do vice-presidente Fernando Paulo.Para responder às perguntas teve que se chamar o técnico camarário. Indignado, Carlos Braga considerou lamentável o facto de os vereadores não terem preparado os esclarecimentos sobre os assuntos. “Começamos muito mal este mandato. Temos que votar favoravelmente independentemente de colocarmos um conjunto de questões a que não respondem” afirmou o comunista. Mesquita disse que o “lamentável” era o teor da intervenção do eleito e fincou que se não fosse a intervenção do deputado do BE, o ponto não iria ser contestado por Braga.As palavras provocaram a revolta na bancada da CDU que interrompeu Mesquita de forma constante levando o presidente da assembleia a ponderar a suspensão da sessão. Com os ânimos exaltados dos dois lados, Mesquita disse que Braga não era mais honesto e sério do que ele próprio e que estava a ofender a câmara municipal. Com a chegada do técnico, trinta minutos depois, as dúvidas foram debeladas e o ponto foi aprovado. O presidente, que já teve outras desavenças com o eleito da CDU, admitiu ironicamente que estranhava que a sessão estivesse a correr tão bem e disse que o comunista “ao seu estilo pôs as coisas no sítio”.Já antes tinha-se registado uma picardia entre Mário Cantiga (CDU) e Jorge Ribeiro (PS), presidentes das juntas de freguesia de Alhandra, Calhandriz e São João dos Montes e a da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa respectivamente. Antes da cedência do terreno à União Atlético Povoense ter sido aprovada, Cantiga apontou que o mercado local iria ficar prejudicado com a construção da superfície comercial. “Se eu fosse presidente da Junta da Póvoa preocupava-me com isso”, referiu. Ribeiro interveio logo depois e notou que não admite que se coloquem no seu trabalho. “Não aceito lições de moral de ninguém”, reclamou o socialista.A assembleia começou às 18h00 e acabou por volta das 23h00 com sucessivas intervenções de Patrão que questionava quase todos os pontos que estavam a ser analisados.

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