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Alunos de escola de Vialonga já vão no terceiro professor em três meses e podem ter mais um

Alunos de escola de Vialonga já vão no terceiro professor em três meses e podem ter mais um

Edição de 27.11.2013 | Sociedade
Os alunos do primeiro ano da escola do primeiro ciclo “Os Centenários” de Vialonga já vão no terceiro professor desde o início do ano lectivo, em Setembro, e preparam-se para ter um quarto docente. Os pais das 20 crianças da turma queixam-se que a situação está a provocar atrasos na aprendizagem dos filhos que cada vez mais mostram desinteresse pelas aulas. Alguns admitem mesmo pedir transferência para outra escola. O Agrupamento de Escolas de Vialonga fala numa sequência de situações inesperadas assegurando que está a resolver o problema. A primeira professora da turma meteu baixa médica e foi substituída por outro professor indicado pelo agrupamento que também entrou de baixa ao fim de duas semanas de trabalho. Foi colocada a dar aulas uma terceira docente que não tinha turma atribuída e que exercia funções de apoio. Entretanto o agrupamento abriu concurso para contratar um novo professor para dar aulas por apenas um mês até ao regresso da primeira profissional que está de baixa, o que até ao fecho desta edição ainda não tinha ocorrido.A subdirectora do agrupamento, Madalena Cordeiro, esclarece que pretendia ter no âmbito do concurso um professor a trabalhar já há uma semana mas não apareceu algum interessado em trabalhar apenas por um mês. Cátia Sanches, mãe de uma aluna, diz que a situação está a tornar-se insustentável. “As crianças fazem o que querem, não prestam tanta atenção nas aulas e mostram mais desinteresse. Já me negaram pedido de transferência para outra escola do agrupamento mas caso isto continue assim retiro a minha filha da escola e coloco-a noutro agrupamento”, garante. Madalena Cordeiro explica que a recusa de transferências se deve ao facto de outras escolas do agrupamento não terem capacidade para acolher mais crianças.Outro pai, Hélio Silva, assegura que tem notado uma grande instabilidade. “Um professor ensina de uma maneira, outro ensina de outra e estão sempre a voltar atrás na matéria”. A Madalena Cordeiro sublinha que seria pior solução para os alunos se estes fossem distribuídos por outras turmas, como pediram alguns pais. Duas crianças da turma têm necessidades educativas especiais e os pais dizem que a situação lhes está a causa dificuldades de adaptação e acompanhamento. A primeira professora da turma que está de baixa é de Tomar e os pais referem que chega sempre com atraso de meia hora a 45 minutos de manhã, compensando esse atraso à hora de almoço e saíndo mais cedo à tarde. “Percebemos que a questão dos transportes é importante e iremos ajustar os horários sem prejuízo de ninguém, até porque temos professores de Viseu, do Porto e de locais bem longe de Vialonga”, conclui Madalena Cordeiro.
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