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Centro Social Interparoquial de Santarém em gestão corrente devido à demissão da direcção

Centro Social Interparoquial de Santarém em gestão corrente devido à demissão da direcção

Divergências insanáveis entre dirigentes da instituição de solidariedade social ligada à Igreja já duram há cerca de um ano.

Edição de 27.11.2013 | Sociedade
O Centro Social Interparoquial de Santarém (CSIS), instituição de solidariedade social ligada à Igreja Católica, encontra-se a atravessar uma crise directiva devido a divergências no seio da equipa dirigente, liderada há muitos anos pelo padre Manuel Borges, pároco de Marvila. A organização, que administra várias valências na área de apoio social à infância e terceira idade, está em gestão corrente. Com o agravar das divergências, o padre Borges decidiu apresentar a demissão da direcção e passou a trabalhar apenas com os elementos em quem mantém a confiança, enquanto não é nomeada nova direcção.Nos bastidores há quem fale numa tentativa de “assalto ao poder” por parte de alguns membros da direcção demissionária, mas o padre Borges, que admite ter havido decisões tomadas à sua revelia que se reflectiram na qualidade do serviço prestado pela instituição, desdramatiza a questão. Prefere não falar em nomes e diz que o que importa agora é olhar para a frente e garantir a continuação do bom trabalho que tem vindo a ser feito pelo CSIS. O sacerdote, apesar dos seus 83 anos, diz que se sente com condições para continuar a ajudar na administração da instituição, mas que também é necessário começar a preparar o futuro com pessoas de confiança. A nova direcção deve ser nomeada até final do corrente ano por uma comissão que integra o bispo de Santarém e os responsáveis das três paróquias da cidade - Marvila, São Nicolau e São Salvador. Até à data tem sido o pároco de Marvila a assumir a liderança, mas o padre Borges diz que desta vez até pode ficar noutros moldes, como uma espécie de presidente honorário abrindo caminho à sucessão. O que interessa, diz o líder demissionário do CSIS, é “que se mantenha o espírito que se está um pouco a perder”, admitindo que com a última direcção as coisas não correram da melhor maneira e que houve necessidade de pôr fim a esse estado de coisas que ameaçava “estragar o que se tinha feito”. O padre Borges deixa ainda um apelo à comunidade “para que ajude a manter esta pastoral social na cidade e que é um testemunho da união, de co-responsabilidade e de amor”.O CSIS, criado em 1985, é constituído por cinco unidades dispersas pela cidade de Santarém, Azóia de Baixo e Ribeira de Santarém, designadas Padre Borges, D. António Francisco, S. Domingos, Gualdim e João Arruda. A instituição presta serviços de creche, jardim-de-infância, lar de idosos, centro de dia e apoio domiciliário. Tem cerca de 700 utentes (400 crianças e 300 idosos) e 200 funcionários. O seu orçamento anual ronda os três milhões de euros.
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