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Condições da Esquadra da PSP de Vila Franca de Xira são escandalosas

Edição de 27.11.2013 | Sociedade
São “escandalosas” as condições em que funciona a esquadra da Polícia de Segurança Pública de Vila Franca de Xira, diz o Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP). Numa carta enviada a O MIRANTE, a direcção nacional do SPP alerta para o facto das vítimas de crimes serem atendidas na entrada do edifício, sem qualquer privacidade e, em alguns casos, lado a lado com os suspeitos. “A esquadra não passa de um enorme corredor onde os agentes têm de trocar de roupa nos antigos calabouços, não existindo sequer um local onde possam tomar banho”, alerta António Ramos, do sindicato. O sindicato refere que a actual situação não permite condições “sanitárias e de dignidade” aos agentes e exige que as obras prometidas para instalar a esquadra noutro local sejam “efectivamente feitas” e o mais “rapidamente possível”. Só com um novo espaço, diz o sindicato, os polícias e cidadãos podem ser tratados “com a dignidade que merecem”. Numa entrevista recente a O MIRANTE o actual comandante da divisão, Pinto Aires, já havia reconhecido que as condições da esquadra não eram as desejáveis. A actual esquadra de Vila Franca, recorde-se, começou a funcionar em 1978 como Posto Policial Municipal, com 18 efectivos. Em 1983 começaram a albergar um mini-comando da PSP e actualmente é uma divisão onde trabalham 47 pessoas, segundo o sindicato. Há mais de uma década e meia que é falada a necessidade de construir uma nova esquadra. Chegou a estar em cima da mesa a ocupação de um terreno no Bom Retiro e, mais tarde, do matadouro municipal, sem que nenhuma das hipóteses tenha vingado. Em Julho de 2012 começaram a ser feitas diligências no sentido da polícia vir a ocupar as antigas instalações da GNR no centro da cidade. Em Março deste ano foi aprovado em reunião de câmara um protocolo em que o município se comprometia a fazer as obras de adaptação do espaço, sendo depois ressarcida pelo Ministério da Administração Interna. O protocolo ainda não foi rubricado pelo ministério.

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