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Dez mil euros para abrir pólo do Museu do Ar uma vez por semana

Dez mil euros para abrir pólo do Museu do Ar uma vez por semana

Município nunca conseguiu alargar os períodos de abertura e admite que o valor é exagerado
Edição de 27.11.2013 | Sociedade
A Câmara de Vila Franca de Xira está a pagar todos os meses 833 euros à Força Aérea para o pólo do Museu do Ar, em Alverca, abrir uma vez por semana. O que dá quase 10 mil euros anuais. Dos três núcleos nacionais do museu, este é o único que só abre uma vez por semana. Sintra abre portas de terça a domingo e Ovar está aberto ao público todos os dias, incluindo fins-de-semana.O presidente do município, Alberto Mesquita, admite a O MIRANTE que o valor gasto todos os anos com o pólo do Museu do Ar é “muito acentuado” para a dinâmica que proporciona na comunidade, que é praticamente inexistente. Os alunos das escolas são os principais visitantes do espaço no único dia em que abre portas, à segunda-feira, entre as 10h00 e as 17h00. Nos restantes dias o espaço só abre mediante marcação prévia. Recorde-se que o museu de Alverca funcionava diariamente mas em 2009 foi deslocalizado para Sintra, tendo ficado no concelho de Vila Franca apenas um pólo. Apesar de considerar uma verba exagerada o presidente da câmara não tem tido força para convencer a Força Aérea a alargar os dias e horários de abertura. Alberto Mesquita salienta apenas que voltará a insistir com Estado Maior da Força Aérea (EMFA), admitindo estudar uma revisão do acordo de manutenção do pólo de Alverca. “Tentámos que o museu funcionasse cinco dias por semana e disponibilizámo-nos para que as pessoas que estivessem no museu a fazer o atendimento fossem civis, ligadas à câmara, mas o Ministério da Defesa não teve esse entendimento”, lamenta o autarca.Esta situação evidencia também algum abandono do espaço com as aeronaves colocadas no exterior a mostrarem alguma degradação a começar pelo facto de algumas servirem para os pássaros fazerem ninho. O facto de abrir apenas uma vez por semana fez cair a pique o número de visitas, apesar de o museu manter boa parte do espólio que tinha. Este ano o número de visitantes é de cerca de 2500, quando em 2006 era o espaço museológico mais visitado no concelho, com quase 12.500 visitantes por ano.No pólo pode ser visto o avião A-7P, construído para operar em porta-aviões e usado pela Força Aérea Portuguesa entre 1981 e 1999 para ataque a alvos de superfície, bem como a maquete do hidroavião Dornier Wal, em madeira, à escala 1:12, representando o avião com que se realizou a 1ª travessia aérea nocturna do Atlântico Sul. Pode também ver-se o motor Pratt & Whitney R-1830-92, que estava instalado no hidroavião Catalina “Calipso”, pertencente a Jacques Cousteau, bem como a hélice de madeira com quatro pás, utilizada nos hidroaviões Felixstowe (do mesmo modelo que fez a primeira viagem aérea à Madeira em 1921). O pólo acolhe ainda documentação sobre Gago Coutinho e Sacadura Cabral e a fase pioneira da aviação.
Dez mil euros para abrir pólo do Museu do Ar uma vez por semana

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