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GNR investiga caso de alunos em coma alcoólico em Alpiarça

Seis menores aproveitaram a hora de almoço para consumir bebidas alcoólicas nas instalações abandonadas do IVV. Três deles tiveram de ser transportados para o hospital devido à ingestão excessiva de bebidas, nomeadamente whisky.

Edição de 27.11.2013 | Sociedade
Aquilo que era para ser apenas um momento de brincadeira e diversão acabou mal para um grupo de seis alunos da Escola Secundária José Relvas de Alpiarça. Três adolescentes tiveram de ser transportados na tarde de quinta-feira, 21 de Novembro, ao Hospital de Santarém por se encontrarem em situação de coma alcoólico. Um dos jovens foi submetido ao teste de despistagem de álcool que indicou mais de 1,2 gramas de álcool por litro de sangue. Os jovens com idades entre os 14 e 16 anos aproveitaram a hora de almoço na escola e juntaram-se nas instalações abandonadas do Instituto da Vinha e do Vinho para beberem álcool. Segundo O MIRANTE apurou, os alunos tinham em sua posse cinco garrafas de bebidas alcoólicas, nomeadamente whisky, sendo que uma foi adquirida por dois dos alunos e as outras foram trazidas de casa pelos jovens. A GNR foi chamada ao local para tomar conta da ocorrência tendo posteriormente informado a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens. O caso está em investigação, designadamente para tentar apurar onde os estudantes adquiriram as bebidas. A directora do Agrupamento de Escolas José Relvas, Isabel Coelho, explicou a O MIRANTE que dos seis alunos envolvidos quatro tinham autorização dos pais para sair da escola. Os outros dois, um rapaz e uma rapariga, saíram na hora de maior confusão sem o porteiro dar por isso.Isabel Coelho afirma que a escola ainda não tem implementado o sistema de cartões de controlo de entradas e saídas. Existe um mapa com cores onde professores e porteiro controlam quem tem ou não autorização para sair. A directora critica a falta de uma portaria para avançarem com o sistema de cartões. “A actual portaria da escola não tem condições de funcionamento e andamos há vários anos a debater-nos contra este problema. Pedimos ao Ministério da Educação para fazer a obra. Na altura em que substituíram o telheiro também estava previsto a construção da portaria mas o dinheiro acabou por não vir e continuamos sem as condições ideais”, lamenta.As instalações abandonadas do IVV, onde os jovens foram encontrados a beber álcool, estão a ruir e parte do entulho está a cair para o interior da ribeira de Vidais, curso de água que atravessa parte do centro da vila. Os moradores confinantes estão preocupados porque se vierem chuvadas fortes o entulho represará a água que poderá entrar nos seus quintais e causar grandes estragos. Segundo os moradores da zona, o local serve actualmente de porto de abrigo a toxicodependentes, o que torna a “aventura” dos alunos ainda mais perigosa e preocupante.

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