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Jornalista do Tramagal que viu o seu nome implicado em homicídio falha indemnização

Tribunal de Abrantes iliba o comentador televisivo Hernâni Carvalho e mais dois arguidos
Edição de 27.11.2013 | Sociedade
O jornalista Mário Rui Fonseca, residente em Tramagal, no concelho de Abrantes, que tinha processado o conhecido jornalista e comentador televisivo Hernâni Carvalho por difamação viu o tribunal absolver o mesmo do crime de que estava acusado. Mário Rui Fonseca disse a O MIRANTE que interpôs recurso da decisão. Para além do comentador televisivo, no banco dos réus estava ainda o jornalista responsável pela peça e voz off exibida durante o programa “Crime, disse ele” no dia 28 de Julho de 2008 (acusado de calúnia com publicidade), e uma tramagalense, mãe de um homem que apanhou 19 anos de prisão pelo crime de homicídio relacionado com tráfico de droga. Todos foram absolvidos pois o tribunal considerou que estes actuaram com a convicção de que “o assistente (Mário Rui) estava munido de factos dos quais se poderia extrair a inocência de Estêvão Ribeiro (o homem condenado por homicídio) pelo que esta circunstância não ofende, nem lesa a consideração de outrem na óptica da generalidade das pessoas”.Mário Fonseca, 46 anos, correspondente da Lusa e actual jornalista da Rádio Antena Livre, exigia uma indemnização de 15 mil euros pois no programa emitido na TVI foi exibida a reconstituição (simulada) de um crime de homicídio, ocorrido em Fevereiro de 2004, em que apareciam quatro homens implicados, um dos quais identificado como Mário Rui, “o único a sair ileso” do processo. Após a exibição desse filme, Hernâni Carvalho disse que “tanto quanto sabemos houve mais uma pessoa que assistiu ao homicídio e, portanto, se essa pessoa nos está a ver, se falar, tira um inocente da prisão. Se não falar, salva o pêlo, não se sabe é por quanto tempo”. Hernâni Carvalho perguntou à mãe de Estêvão Ribeiro como se chamava essa testemunha, ao que a mesma respondeu: “Mário Rui”.O jornalista, pessoa reputada e estimada pela população, diz que ficou “revoltado e triste” com o sucedido tanto que vive num local pequeno e a situação fez com que o seu nome andasse nas bocas do povo, não só no Tramagal como em outros locais, por ser relacionado com a prática de um crime. Convicção diferente teve o Tribunal de Abrantes, onde a peça televisiva em causa foi exibida pelo menos duas vezes, acreditando que “todos os arguidos agiram com o fito legítimo e louvável para a maioria das pessoas que era o de denunciar aquilo que, no seu entender, seria um clamoroso erro judiciário” dando a entender que Mário Rui sabia da inocência do homem que foi mandado 19 anos para detrás das grades e que, caso falasse, poderia salvá-lo.

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