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OGMA não consegue encontrar mão-de-obra especializada no concelho de Vila Franca

OGMA não consegue encontrar mão-de-obra especializada no concelho de Vila Franca

Novo presidente da empresa situada em Alverca alerta para a necessidade de se apostar na formação aeronáutica

O novo presidente da OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal - diz que falta em Alverca formação de mão-de-obra especializada. Rodrigo Almeida Rosa lamenta a falta de investimento no pólo aeronáutico que é falado há vários anos.

Edição de 27.11.2013 | Sociedade
A OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal - tem as oficinas em Alverca mas não consegue contratar trabalhadores no concelho de Vila Franca de Xira porque não há na zona mão-de-obra especializada. Uma situação que preocupa o novo presidente da empresa, Rodrigo Almeida Rosa, que está a produzir peças para um novo avião militar. Em declarações a O MIRANTE à margem da visita do Presidente da República (ver caixa), o presidente alertou para a necessidade de se começar a formar profissionais na área da engenharia aeronáutica. “Temos encontrado engenheiros bastante qualificados mas continuamos a necessitar de profissionais com formação em diferentes especialidades e necessidades que temos na nossa linha de produção”, referiu. Actualmente a única escola do concelho que dá formação na área aeronáutica é a secundária Gago Coutinho de Alverca, fruto de uma parceria estabelecida com a Embraer, proprietária da OGMA. O presidente da Câmara de Vila Franca, Alberto Mesquita, reconhece que há um grande caminho a percorrer no que toca à formação de novos profissionais no concelho. Segundo Alberto Mesquita a Embraer tem feito chegar à câmara as preocupações com a falta de mão-de-obra. “Temos de tentar saber, junto dos empresários, quais são as necessidades. Não vale a pena avançar com cursos que não têm aplicabilidade na economia local. Temos de tentar, com os agrupamentos de escolas e nomeadamente a Gago Coutinho, reforçar esses cursos que têm sucesso em termos de empregabilidade”, refere o autarca.O novo presidente da OGMA fez também um reparo à falta de investimento no pólo aeronáutico da cidade, previsto há anos mas que nunca saiu do papel. “Infelizmente algumas especializações não existem hoje aqui e estão a ser desenvolvidas no estrangeiro. Conforme o mercado se for expandindo mais empresas aparecem interessadas em investir. Se houver investimento aqui próximo melhor ainda”, notou Rodrigo Almeida Rosa. A produção de peças para o KC-390, um avião militar de carga que pretende concorrer com o norte-americano Hércules C-130 representa um investimento de 45 milhões de euros e permitir criar 180 novos postos de trabalho directo nas oficinas.Presidente da República diz que privatização foi uma “boa decisão”O Presidente da República, Cavaco Silva, visitou a OGMA na tarde de sexta-feira, 22 de Novembro, e considerou que a privatização da empresa foi uma “boa decisão”. Cavaco admitiu que a empresa - em tempos detida a cem por cento pelo Estado - tem uma grande tradição no país e que é rentável, exportando a quase totalidade dos serviços e produção e empregando 1594 trabalhadores. “O arranque da produção deste novo avião é um salto qualitativo na empresa que vai proporcionar exportações de maior valor tecnológico”, disse. O processo de privatização da OGMA arrancou em 2005 e a empresa é hoje uma sociedade anónima participada em 65 por cento pela brasileira Embraer e em 35 por cento pelo estado português através da Empordef. Tem 95 anos de existência e é o principal empregador do concelho de Vila Franca. Registou no último ano lucros recorde de 159 milhões de euros. Presta serviço na área da assistência e manutenção aeronáutica com clientes que incluem, por exemplo, a Rolls Royce, Lockheed Martin, Eurocopter e Airbus Military.
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