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Mirabolante Manuel Serra d’Aire

Edição de 04.12.2013 | E-mails do outro mundo
Uma praga de escaravelhos anda a dizimar as palmeiras da nossa região que com tanto denodo os nossos autarcas andaram a plantar nas últimas décadas. Com tanta palmeira que há nos trópicos, por que raio decidiram os escaravelhos atirar-se às nossas palmeiras, que até dão um cheirinho africano às nossas vilas e cidades.Cheira-me que este tenebroso ataque ao palmeiral ribatejano é uma espécie de castigo divino pelas asneiras cometidas por alguns “dinossauros”que estiveram à frente dos nossos municípios durante um ror de anos, gastando dinheiro em coisas que não lembravam ao Diabo. Por exemplo: nunca percebi porque plantaram palmeiras e nunca compraram os respectivos macacos. Uma palmeira sem macacos é como um carro sem rodas, porra!Esta história da praga de escaravelhos remeteu-me para as bíblicas dez pragas do Egipto. Não haverá aqui um sinal divino? Não será uma espécie de castigo à opulência e ao esbanjamento que nos trouxeram até à miséria moral e económica da actualidade? Será que depois de dizimadas as palmeiras se seguirá o extermínio das rotundas espalhadas por tudo o que é sítio? Quem souber que responda…Rapioqueiro Manel tinha previsto comprar o best seller “As cinquenta sombras de Grey” para oferecer à minha patroa neste Natal. A mulher anda a atravessar uma fase de pouco entusiasmo (deve ser culpa do frio ou da crise ou do Governo) e essa seria uma forma de a espevitar, digamos assim, pois, ao que corre, o livro é uma espécie de detonador de malandrice e libertinagem, facetas que muito aprecio numa mulher, confesso.Acontece que, pelo que li numa entrevista, o livro é intragável, segundo um responsável das bibliotecas públicas de Vila Franca de Xira. Se fosse um crítico literário a dizê-lo, eu corria já a comprar a obra, pois certamente teria algo de interessante. Sendo um bibliotecário fico na dúvida, pois nunca consultei nenhum. Dou-lhe crédito e ofereço antes o último livro da Rebelo Pinto à patroa, correndo o risco de ficar com uma esposa frígida e a falar com sotaque da linha de Cascais?Fez-se um enorme banzé por causa de meia dúzia de miúdos de uma escola de Alpiarça que se decidiram emborrachar à hora de almoço num dia de aulas. Não sei que razões estiveram por detrás dessa aventura etílica (como se, aliás, fossem necessárias grandes justificações para apanhar uma bezana), mas acho que um acto destes não deve passar impune.Estes jovens devem ser admoestados severamente devido às armas utilizadas para praticar o hediondo crime. Recorrer a uísque para se enfrascarem quando há tanto vinho bom, e muito mais barato, por essas bandas é não ter consciência das dificuldades que os nossos produtores vinícolas atravessam. Há que dar prioridade aos produtos nacionais e, dentro destes, aos produtos locais. É indesculpável que miúdos que já têm goela para emborcar scotch não saibam isso. Provavelmente porque ninguém na escola teve o cuidado de lhes ensinar… Um bacalhau congelado do Serafim das Neves

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