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Nova Unidade Autónoma de Gaseificação de Coruche ajuda a reduzir factura energética

Nova Unidade Autónoma de Gaseificação de Coruche ajuda a reduzir factura energética

Decréscimo global da factura entre as empresas consumidoras pode chegar aos 4 milhões de euros por ano
Edição de 04.12.2013 | Economia
As empresas de Coruche que fecharam negócio com a Tagusgás para serem abastecidas com gás natural da Unidade Autónoma de Gaseificação (UAG) vão ter uma redução global por ano de cerca de quatro milhões de euros na sua factura energética. A informação foi avançada pelo presidente da Tagusgás, José Eduardo Carvalho, durante a inauguração da nova UAG, na Zona Industrial de Coruche, na manhã de quarta-feira, 27 de Novembro.José Eduardo Carvalho afirmou também que com a nova UAG de Coruche, (que está a funcionar desde Agosto e é a maior unidade autónoma de gás natural do país) e com o investimento que vai ser feito até Abril do próximo ano na fábrica de celulose da Caima, em Constância, a Tagusgás vai poder fornecer mais 40 milhões de metros cúbicos de gás natural nos próximos dois anos. O que significa um aumento de consumo de cerca de 35 por cento relativamente ao gás que é actualmente distribuído. “É muito significativo o esforço que temos feito. Superou as expectativas que tínhamos em relação ao dinamismo económico e empresarial do Vale do Tejo e é um indicador claro que estamos na inversão do ciclo económico”, sublinhou José Eduardo Carvalho, que também é presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP).A Tagusgás fez um investimento directo de um milhão de euros na UAG de Coruche. Já estão fechados contratos com as empresas Corticeira Amorim e a açucareira DAI (Sociedade de Desenvolvimento Agro-Industrial), que gastaram cerca de 1,5 milhões de euros na reconversão necessária para passarem a consumir gás natural. Estão em negociações com mais três empresas sediadas na Zona Industrial do Monte da Barca, em Coruche - a Atlantic Meals, a Amorim e Irmãos e a Arrozeiras Mundiarroz.Esta UAG - a terceira da Tagusgás (as outras duas foram construídas em Alpiarça e Chamusca) - é constituída por dois reservatórios criogénicos de gás natural, com um volume de 240.000 metros cúbicos e uma capacidade de vaporização de 10.000 metros cúbicos por hora. “Estamos aqui para acrescentar competitividade ao sector transaccionável”, garantiu José Eduardo Carvalho.A Tagusgás investiu nos últimos 12 anos 103 milhões de euros na rede de gás natural nos 39 concelhos da sua área de concessão (19 no distrito de Santarém, 15 no distrito de Portalegre e 5 no distrito de Leiria). Construiu 795 km de rede (145 km de rede primária e 650 km de rede secundária) tendo feito 120 milhões de metros cúbicos de distribuição de gás.Presente na iniciativa esteve o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, que elogiou o trabalho desenvolvido pela Tagusgás. O governante referiu que 20 por cento de todos os fundos comunitários vão estar destinados a iniciativas que reduzam emissões de gases, que mitiguem ou fomentem a adaptação às alterações climáticas. “Este projecto encaixa nesse princípio e vai tirar partido do facto de ser uma solução de eficiência energética. Esta opção vai permitir baixar de forma significativa o consumo de energia e baixar os custos”, disse.Criação do Parque Industrial do Sorraia depende de desafectaçãoO presidente da Câmara Municipal de Coruche, Francisco Oliveira (PS), aproveitou a presença do ministro do Ambiente para lhe explicar que é intenção da autarquia criar o Parque Industrial do Sorraia, ao lado da Zona Industrial do Monte da Barca, para ganhar dimensão que atraia empresas para o concelho. No entanto, existe uma condicionante ao desenvolvimento do projecto que está relacionada com a desafectação dessa zona da Área do Perímetro de Rega do Vale do Sorria. “Somos obrigados a pagar uma taxa muito elevada para desafectar esta área, o que não faz qualquer sentido porque o canal de rega que supostamente devia regar os terrenos não o faz devido à gravidade. Só rega através de bombagem que é feita com a água injectada pelas barragens de Montargil e Maranhão. Gostávamos de ver esta limitação ultrapassada para levarmos por diante esta intenção da criação do Parque Industrial do Sorraia, dando outra dimensão e atractividade a esta zona industrial para as empresas se instalarem”, reforçou o autarca.
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