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As questões da assistência médica

Edição de 04.12.2013 | O Mirante dos Leitores
Sou doente crónico. Tenho passado muitas horas em salas de espera de hospitais e tenho reflectido muito sobre algumas situações relacionadas com o atendimento médico nas consultas de especialidade. As conversas que tenho mantido com outros doentes tem-me ajudado a melhor compreender certas coisas aparentemente incompreensíveis. Fazer generalizações não é correcto nem justo mas há que falar de certos episódios. Há médicos que estão sempre a olhar para o relógio e não nos dão atenção. Alguns deles estão atrasados para consultas que vão dar noutros hospitais ou clínicas privadas. Há médicos que não aceitam que o doente abra a boca para questionar os seus diagnósticos ou prescrições. Alguns são, manifestamente mal educados e arrogantes, chegando ao ponto de dizerem barbaridades como: “Eu é que sou o médico. O senhor cale-se ou vá-se embora”. Há ainda médicos que ganham mais a dar conferências no estrangeiro ou consultas a metro na privada do que a dar consultas onde trabalham e isso leva-os a considerar que ordenado do Estado nem sequer lhes paga a chatice de ir de casa até ao hospital. Lamento que haja quem assim procede porque, ao contrário do que alguns jovens médicos pensam, os cursos que tiraram não têm como objectivo aumentar as suas contas bancárias mas tratarem seres humanos, seus semelhantes. Aproveito esta possibilidade que me é dada para agradecer a todos os profissionais de saúde que me tratam com respeito e de uma forma profissional e atenta. São eles que me fazem acreditar no nossos Serviço Nacional de Saúde.Rogério Manuel Sinfrónio dos Ramos

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