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Câmara de Santarém está farta de perder dinheiro com o Café Central

Presidente da autarquia quer solução rápida para a situação. Município gasta cerca de dois mil euros mensais por um espaço que está fechado há meia dúzia de anos e cujo trespasse custou cerca de 300 mil euros
Edição de 04.12.2013 | Sociedade
A Câmara de Santarém quer resolver a breve trecho a questão do Café Central, espaço emblemático da cidade que a autarquia tomou de trespasse no ano 2000 a troco de 60 mil contos (cerca de 300 mil euros) para evitar o seu encerramento e que se encontra fechado há meia dúzia de anos, representando actualmente um custo mensal para o município da ordem dos dois mil euros.Foi o presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves (PSD), quem puxou pelo tema na reunião do executivo de segunda-feira, para recordar que o espaço já teve dois concessionários desde que a câmara o tomou de trespasse, mas nenhum desses projectos correu bem. Um dos concessionários terá levado parte do mobiliário, o outro fez obras sem autorização e em ambos os casos a autarquia ficou com rendas por receber. Ao longo de todo esse tempo, a câmara foi pagando ao proprietário do imóvel as rendas mensais acordadas.Farto de despender dinheiro público sem ver proveito algum, Ricardo Gonçalves quer uma solução rápida para o assunto, revelando que o proprietário não aceitou a devolução do espaço na situação degradada em que o mesmo se encontra. O problema, diz o presidente da câmara, é que não há dinheiro para as necessárias obras de reabilitação nem há interessados em reabrir o café.O assunto deverá voltar brevemente a reunião de câmara, tendo alguns vereadores da oposição, como Ricardo Segurado (PS), Madeira Lopes (CDU) e António Carmo (PS), concordado com a necessidade de se reflectir sobre o assunto para serem tomadas medidas. Uma das hipóteses, disse o presidente da câmara, é devolver o espaço ao proprietário e ressarci-lo financeiramente pelos danos lá causados. “Não vale a pena agora estar a julgar se a decisão na altura foi boa ou má, mas a situação hoje está a tornar-se insustentável”, considerou Ricardo Gonçalves.O Café Central é propriedade de um particular e está situado na rua Guilherme de Azevedo, uma das mais movimentadas ruas do centro histórico da cidade. A autarquia tomou de trespasse e arrendamento o emblemático estabelecimento em 26 de Abril de 2000 para evitar que o espaço fosse desactivado. Até 2007 o Café Central manteve-se em funcionamento.

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