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Impasse na demolição do prédio em risco de ruir no Monte Gordo

Edição de 04.12.2013 | Sociedade
Perante o impasse na demolição do prédio em risco de ruir na encosta do Monte Gordo, o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira admite ter que ser o município a fazer o trabalho. Até agora o fundo imobiliário responsável pelo prédio não deu sinais de estar empenhado em mandar abaixo o edifício. Não há ainda um orçamento final mas o trabalho deve custar largos milhares de euros. O presidente da câmara, Alberto Mesquita, admite que terá de ser a câmara a demolir o imóvel a expensas próprias, para garantir as condições de segurança de quem vive no local. O autarca diz que vai levar o assunto a uma das próximas reuniões do executivo e terá de contar, em princípio, com a contestação de alguns dos vereadores da oposição. O estudo feito pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) aponta para a necessidade do lote 2 ser demolido para garantir a segurança dos restantes lotes. Mesquita diz que a situação actual é um “beco sem saída” e onde não há “um ponto de partida” para resolver o problema. A Bolsimo, fundo imobiliário que detém actualmente o imóvel, tem “colocado entraves” que obrigarão o município a agir, segundo explica Alberto Mesquita. E o mais provável é a autarquia depois meter a empresa em tribunal para ser ressarcida dos prejuízos. Nas últimas semanas os moradores do lote 1, que foram despejados no início deste ano por motivos de segurança, reuniram-se com a câmara municipal. Sabe-se já que o prédio onde habitavam tem danos estruturais que vão custar quase um milhão de euros a reparar - 400 mil euros para reforçar as fundações e 600 mil euros para a reparação da estrutura. “Chegará o momento em que os moradores não têm condições financeiras para suportar essas obras e valerá a pena ponderar qual é a solução. Sugeri que os moradores, através do advogado que os representa ou deles próprios, apresentassem sugestões que possam ser um ponto de partida para conversarmos”, explica o autarca. Recorde-se que o lote 2, que está para demolição há cerca de um ano e faz parte de um conjunto de três prédios, deslocou-se e apresenta fendas que têm a ver com a instabilidade dos terrenos. O lote 1, que foi despejado, estava em risco de ser arrastado pelo lote 2. Os prédios com seis andares foram construídos há mais de 15 anos.

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