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Receita de Solidariedade na Academia do Bacalhau do Ribatejo

Receita de Solidariedade na Academia do Bacalhau do Ribatejo

Solicitador Pedroso Leal lidera associação constituída há um mês
Edição de 04.12.2013 | Sociedade
Cerca de trinta “compadres” da Academia do Bacalhau do Ribatejo, uma associação cívica sem fins lucrativos formada recentemente, estiveram reunidos à mesa na noite de quarta-feira, 28 de Novembro no restaurante “Sabores da Cascata” em Abrantes. Tal como no primeiro encontro, realizado em Julho em Torres Novas, o objectivo passou por, num ambiente de tertúlia, angariar fundos para uma instituição de cariz social, que é sempre escolhida pelo compadre-anfitrião. A primeira Academia do Bacalhau foi criada há mais de 40 anos em Johanesburgo, com emigrantes portugueses, radicados na África do Sul. Actualmente, são mais de cinquenta academias, espalhadas por todo o mundo. Em Portugal já existem algumas, sendo a do Ribatejo a mais recente. A Academia do Bacalhau do Ribatejo com sede em Torres Novas é, actualmente, liderada pelo solicitador Pedroso Leal e “proíbe” que se fale de política, religião e futebol enquanto se degusta, invariavelmente, um prato de bacalhau. A recolha de fundos é normalmente feita entre a sobremesa e o café, ocasião em que se sorteia um electrodoméstico entre os presentes. Neste caso, foi sorteada uma máquina de café, custando cada rifa cinco euros. O prémio calhou à esposa do conhecido empresário torrejano Fialho Ferro, com os fundos a reverterem para a Santa Casa da Misericórdia de Abrantes, uma escolha de Eurico Heitor Consciência, anfitrião do jantar. O jantar teve início pelas 20 horas com o toque do badalo, um dos símbolos da Academia, perante o qual todos devem permanecer em silêncio. Em Abrantes, um brinde com vinho tinto para abrir as hostilidades enquanto se esperava por uma grossa posta de bacalhau dourado com crosta de broa de milho. Pedroso Leal explicou a O MIRANTE que a Academia do Bacalhau do Ribatejo começou a ser formada há cerca de dois anos e tem a sua génese em Paris. “Fizemos escritura há um mês e já somos reconhecida pela Academia-mãe de Johanesburgo. Só nos falta receber a bandeira e o badalo que é o legítimo empossar da Academia mas pensamos que no ano que vem teremos o processo concluído”, disse. O objectivo é descentralizar os jantares para que mais instituições possam vir a beneficiar dos fundos recolhidos. Em Janeiro está prevista a realização de um jantar em Tomar.Pedroso Leal explica a utilização de “compadres” para os membros da Academia. “Os “compadres” são as pessoas de confiança que escolhemos para serem padrinhos de baptismo dos nossos filhos e aqui só temos pessoas de confiança. Cada amigo traz um amigo e é assim que a Academia vai crescendo”, diz. Entre os presentes no jantar havia um que merece referência especial. O solicitador torrejano Joaquim Simplício, que trabalha na CAIMA em Constância, foi ao encontro apenas por solidariedade porque não gosta de bacalhau. “Faz pena ver umas postas de bacalhau tão bonitas em cima da mesa e não as comer mas, desde criança, que não gosto do sabor”, explicou.
Receita de Solidariedade na Academia do Bacalhau do Ribatejo

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